Publicado 09/07/2026 13:39 | Atualizado 09/07/2026 13:40
O consórcio de imóveis continua sendo uma alternativa para quem deseja obter o bem de forma programada, seja para morar ou investir. Para se ter ideia, as vendas de cotas avançaram 43,7%, de janeiro a maio, totalizando 706,43 mil, contra 491,50 mil do mesmo período de 2025. De acordo com balanço da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o ticket médio cresceu 6,3%, passando de R$ 210,33 mil, em maio/2025 para R$ 223,68 mil em maio/2026.
PublicidadeNo período, foram mais de 56 mil contemplações. Já a injeção financeira fechou em R$ 10,61 bilhões. Segundo o levantamento, os resultados indicaram potencial participação de 23,8% da modalidade no total de 237,26 mil imóveis financiados, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Além disso, nos cinco primeiros meses do ano, 1.933 consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, utilizaram parcial ou totalmente os seus saldos nas contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar parcelas, ou quitar débitos, bem como ofertar valores em lances ou complementar créditos, totalizando R$ 173,32 milhões.
A coluna costuma lembrar que, diferentemente do financiamento imobiliário tradicional, o consórcio não tem pagamento de entrada ou juros nas parcelas. Os participantes pagam a taxa de administração, o fundo de reserva e o seguro. As correções das prestações e do valor da carta de crédito, para não perder o poder de compra, acontecem anualmente por um índice de inflação como o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). E as contemplações acontecem de duas formas: por sorteios e lances, neste último caso, para ter o bem mais rápido. O FGTS pode ser usado, desde que o interessado cumpra as regras do Conselho Curador do Fundo, entre elas não ter imóvel próprio e ter, pelo menos, três anos de carteira assinada consecutivos ou não.
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