Publicado 19/08/2026 18:09 | Atualizado 19/08/2026 18:09
Os preços dos novos aluguéis avançaram 0,70% no país, em julho, e acumulam uma alta de 9,28% nos últimos 12 meses, percentual acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período. Os dados do Índice FipeZAP revelam ainda que o cenário abrange 34 das 36 localidades monitoradas, incluindo 21 das 22 capitais analisadas: Aracaju (16,12%); Campo Grande (11,95%); Manaus (11,04%); Fortaleza (10,98%); Natal (10,72%); Rio de Janeiro (9,94%); Teresina (9,33%); Brasília (6,93%); João Pessoa (6,50%); Recife (5,69%); Vitória (5,35%); Goiânia (5,21%); Curitiba (5,14%); Cuiabá (4,88%); Porto Alegre (4,62%); Belo Horizonte (4,42%); Salvador (4%); São Paulo (3,97%); Maceió (2,47%); Belém (1,08%); e Florianópolis (1,04%). A única queda observada entre as capitais foi em São Luís (0,44%).
PublicidadeO que explica esse comportamento da locação? Segundo Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, o movimento indica que, na média, os preços pedidos pelos proprietários continuam apresentando valorização real. “Entre os fatores que potencialmente ajudam a explicar esse cenário está o próprio contexto de juros elevados e crédito mais restritivo, que pode postergar a decisão de compra de parte das famílias e deslocar essa demanda para o mercado de locação. Quando esse movimento ocorre em regiões onde a oferta de imóveis disponíveis não cresce na mesma proporção, cria-se um ambiente favorável à pressão sobre os preços dos aluguéis”, explica a especialista.
De acordo com ela, as diferenças observadas entre as cidades refletem as particularidades de cada mercado imobiliário. “Aspectos como crescimento da demanda por moradia, disponibilidade de novos imóveis, dinâmica econômica e de renda local, mobilidade populacional e características do estoque disponível podem contribuir para que os preços avancem em ritmos distintos”, pontua Mariangela.
A economista faz uma análise: enquanto a média nacional acumula alta de 9,28% em 12 meses, capitais como Aracaju (25,78%), Teresina (19,16%) e Fortaleza (16,27%) registraram variações significativamente superiores. Por outro lado, Mariangela afirma que há mercados em que o avanço ocorre de forma mais moderada, reforçando que não existe uma dinâmica única de locação residencial no país.
“É importante considerar, ainda, que movimentos específicos de cada cidade podem ser influenciados pela composição dos imóveis anunciados ao longo do período, incluindo diferenças de localização, tipologia e padrão das unidades que integram a amostra. Por isso, os resultados devem ser analisados considerando tanto a tendência geral do mercado quanto as características particulares de cada região”, complementa Mariangela.
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