Publicado 24/02/2026 15:46 | Atualizado 24/02/2026 15:46
Búzios - O amanhecer desta terça-feira (24) foi diferente para a ex-vereadora de Búzios, Gladys Nunes. Às 6h, promotores do GAECO bateram à porta para cumprir mandado de prisão e de busca e apreensão no âmbito da chamada Operação Quinhão Público, que apura crimes de associação criminosa e peculato relacionados à prática de "rachadinha" na Câmara Municipal entre 2017 e 2020.
De acordo com a denúncia, assessores nomeados no gabinete sacavam parte — e, em alguns casos, a totalidade — dos salários para repassar à então parlamentar. As investigações apontam 87 depósitos em espécie, que somam R$ 206.013,37, considerados incompatíveis com os rendimentos declarados à época. Ex-assessores relataram que os repasses seriam exigidos como condição para permanência nos cargos. Parte dos investigados firmou acordos e colaborou com o Ministério Público.
Durante o cumprimento dos mandados, um celular da ex-vereadora foi apreendido. Segundo o promotor Rafael Dopico, responsável pelo caso, inicialmente foi informado que o aparelho não estaria na residência. Após cerca de duas horas de buscas, o telefone foi localizado escondido no forro de um armário do quarto.
O promotor ressaltou que a atuação do Ministério Público é técnica e independente, sem qualquer vínculo político-partidário. Segundo ele, a instituição investiga tanto agentes ligados ao governo quanto à oposição, sempre que há indícios consistentes. Reforçou ainda que o papel do MP é fiscalizar o cumprimento da lei e apurar toda denúncia fundamentada que chegue ao órgão, levando as investigações adiante com base nos elementos colhidos.
No momento da prisão, Gladys criticou o prefeito Alexandre Martins e acusou perseguição política. O mandado, no entanto, refere-se a fatos investigados do período em que ela exercia mandato no Legislativo municipal.
A denúncia será agora analisada pelo Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da ação penal e os próximos desdobramentos do caso. Em Búzios, o episódio reacende o debate sobre ética e responsabilidade no exercício do mandato.
PublicidadeDe acordo com a denúncia, assessores nomeados no gabinete sacavam parte — e, em alguns casos, a totalidade — dos salários para repassar à então parlamentar. As investigações apontam 87 depósitos em espécie, que somam R$ 206.013,37, considerados incompatíveis com os rendimentos declarados à época. Ex-assessores relataram que os repasses seriam exigidos como condição para permanência nos cargos. Parte dos investigados firmou acordos e colaborou com o Ministério Público.
Durante o cumprimento dos mandados, um celular da ex-vereadora foi apreendido. Segundo o promotor Rafael Dopico, responsável pelo caso, inicialmente foi informado que o aparelho não estaria na residência. Após cerca de duas horas de buscas, o telefone foi localizado escondido no forro de um armário do quarto.
O promotor ressaltou que a atuação do Ministério Público é técnica e independente, sem qualquer vínculo político-partidário. Segundo ele, a instituição investiga tanto agentes ligados ao governo quanto à oposição, sempre que há indícios consistentes. Reforçou ainda que o papel do MP é fiscalizar o cumprimento da lei e apurar toda denúncia fundamentada que chegue ao órgão, levando as investigações adiante com base nos elementos colhidos.
No momento da prisão, Gladys criticou o prefeito Alexandre Martins e acusou perseguição política. O mandado, no entanto, refere-se a fatos investigados do período em que ela exercia mandato no Legislativo municipal.
A denúncia será agora analisada pelo Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da ação penal e os próximos desdobramentos do caso. Em Búzios, o episódio reacende o debate sobre ética e responsabilidade no exercício do mandato.
CHAMOU PREFEITO DE "VAGABUNDO" E "PILANTRA"
Gladys, conhecida por ser uma metralhadora giratória quando o assunto tem a ver com o governo atual de Búzios, chegou a fazer gestos de "banana" e sinal de prisão, além de xingamentos ao prefeito Alexandre Martins (REP) ao perceber que um cinegrafista da imprensa local a filmava.
“Quem mandou vocês aqui? O prefeito? Eu vou pegar o prefeito, vou te colocar na cadeia, seu vagabundo, pilantra! Você que tinha que ir preso, ao invés de prender sua filha e seu pai que roubou as terras da cidade, roubou os nativos, prefeito bandido!"
Em nota, o prefeito reafirma que não possui qualquer relação com a prisão da ex-parlamentar, destacando que o caso trata de fatos investigados de forma independente pelas autoridades competentes, incluindo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Poder Judiciário.
"Quem responde a processo por suposto esquema de rachadinha é ela, referente ao período em que exerceu o mandato como vereadora. Para tentar mascarar as acusações que enfrenta, busca me atacar com falsas acusações. Isso resultará em mais um processo entre os diversos aos quais já responde. Infelizmente, trata-se de uma adversária política que não demonstra controle sobre suas falas e atitudes".
O prefeito ressalta ainda que vem sendo alvo de ataques políticos desde o início de sua gestão, em 2021, tendo adotado as medidas judiciais cabíveis sempre que sua honra e imagem foram atingidas.
Por fim, reforça que "todas as acusações são infundadas e serão devidamente tratadas nas instâncias judiciais competentes".
DESDOBRAMENTOS DA OPERAÇÃO "QUINHÃO PÚBLICO"
O promotor de Justiça Rafael Dopico, de Búzios, explicou em entrevista à coluna, por telefone, nesta terça-feira (24), os desdobramentos da Operação "Quinhão Público". De acordo com o promotor, a operação foi realizada de forma regular ao longo da manhã. Durante o cumprimento das diligências, um celular da denunciada foi apreendido. Inicialmente, segundo ele, foi informado que o aparelho não estaria na residência. Após aproximadamente duas horas de buscas, o telefone foi encontrado escondido no forro de um armário no quarto da investigada.
Rafael Dopico também ressaltou que a atuação do Ministério Público é independente e não possui qualquer vínculo político-partidário. Segundo ele, o órgão investiga agentes públicos tanto da situação quanto da oposição, sempre que há indícios consistentes da prática de irregularidades.
O promotor destacou ainda que o Ministério Público exerce a função de fiscal da ordem jurídica e atua em defesa da população. Conforme explicou, toda denúncia que apresenta fundamento é apurada por meio da instauração de procedimento investigatório, que segue até a conclusão das investigações.
Confira o que ele diz no vídeo abaixo.
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