Prefeito Dr. Serginho (PL) e o vice-prefeito Miguel Alencar (União)Reprodução/ Arquivo
Publicado 09/04/2026 12:58
Cabo Frio - RACHA NO PODER? Em Cabo Frio, a situação política na prefeitura revelou um novo momento de distanciamento entre o prefeito Dr. Serginho (PL) e o vice-prefeito Miguel Alencar (União), que também responde pela Secretaria da Cidade. O vice deixou de despachar no gabinete ao lado do prefeito e passou a cumprir expediente exclusivamente na sede da secretaria, em uma mudança que, embora administrativa, reflete o desgaste na relação entre os dois. De acordo com informações de bastidores, a decisão partiu do prefeito, que avaliou que o ambiente de convivência já não era adequado, indicando perda de confiança política. Miguel Alencar, no entanto, segue à frente da Secretaria da Cidade. Em resposta, o vice-prefeito afirmou que está sendo alvo de uma "conspiração" e negou qualquer motivo para desconfiança, atribuindo o cenário a intrigas e movimentações externas que estariam tentando prejudicar sua relação com o chefe do Executivo. O episódio sinaliza um momento de tensão interna na gestão municipal, ainda que sem mudanças formais na composição do governo até o momento.
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FANTASMA DA CRISE
A histórica sina de rupturas entre prefeitos e vices no município parece, mais uma vez, querer assombrar o gabinete principal do Executivo. - Reprodução/
A histórica sina de rupturas entre prefeitos e vices no município parece, mais uma vez, querer assombrar o gabinete principal do Executivo.Reprodução/
Mesmo com a tentativa de manter a normalidade dentro da Prefeitura de Cabo Frio, cresce nos bastidores a preocupação com os sinais de desgaste na relação entre Serginho e Miguel Alencar. Para quem acompanha a política local, o cenário desperta um déjà vu nada animador: a histórica sina de rupturas entre prefeitos e vices no município parece, mais uma vez, querer assombrar o gabinete principal do Executivo. A lista de precedentes é extensa — de Alair Corrêa e Marquinhos Mendes, Marquinho e Delma Jardim, Dr Adriano e Felipe Monteiro, chegando a José Bonifácio e Magdala Furtado — e alimenta o temor de que Cabo Frio volte a mergulhar em um ambiente de instabilidade política justamente quando a cidade ensaia retomada administrativa. Nos bastidores empresariais, a apreensão também cresce. Comerciantes e investidores temem que um eventual agravamento da crise reabra espaço para um ambiente de denuncismo, judicializações e disputas internas capazes de travar a máquina pública e afastar investimentos. Em resumo: o que o setor produtivo menos quer neste momento é ver a cidade novamente refém de guerra política dentro do próprio governo.
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