ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo e o Prefeito de São Pedro da Aldeia, Fabio do PastelReprodução/ Ascom
Publicado 02/06/2026 16:38
A visita do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, a São Pedro da Aldeia nesta terça-feira (2) foi muito mais do que uma agenda técnica. Recebido pelo prefeito Fábio do Pastel (PL), a pauta foi o o futuro da pesca artesanal na Região dos Lagos.

Está é a primeira passagem do ministro pela região desde que assumiu o cargo, em março, e a escolha de São Pedro para sediar a agenda não passou despercebida. Ao lado da deputada federal Laura Carneiro (PSD), do secretário-executivo do ministério, Lázaro Medeiros, do superintendente federal de Pesca no Rio de Janeiro, Matheus Monteiro, além de autoridades municipais e representantes da categoria, o ministro ouviu diretamente as demandas dos trabalhadores do setor.

O encontro reuniu pescadores de São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Iguaba Grande, Araruama e Barra de São João, consolidando o município aldeense como ponto de convergência de uma pauta que ultrapassa fronteiras locais e interessa a toda a economia pesqueira da Região dos Lagos. Entre os presentes, o secretário de Agricultura de Araruama, André Mônica, que representou a prefeita Daniela Soares (PL).

Fábio aproveitou a oportunidade para apresentar ações realizadas em seu governo voltadas ao setor, entre elas a construção de mais de 20 ranchos de pesca na Baleia, além de reforçar o compromisso da administração municipal com uma atividade que movimenta a economia local e sustenta centenas de famílias.

O ponto alto da agenda foi a entrega de um documento elaborado pelos pescadores ao ministro, contendo reivindicações consideradas prioritárias para a categoria. O gesto simbolizou a aproximação entre os trabalhadores, o município e o Governo Federal, numa tentativa de transformar demandas históricas em políticas públicas concretas.

Politicamente, a visita também produziu uma imagem rara nos tempos de polarização: um prefeito do PL recebendo um ministro do governo Lula para discutir investimentos e melhorias para um setor estratégico da região. A leitura nos bastidores é que, quando o assunto é desenvolvimento econômico e geração de renda, o diálogo institucional costuma falar mais alto que as diferenças partidárias.
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