Andreia Calçada DIVULGAÇÃO
Publicado 26/02/2026 00:00
Tenho fibromialgia, convivo com dores constantes e ainda preciso lidar com a desconfiança no ambiente de trabalho. É uma doença silenciosa, que não aparece nos exames nem no olhar dos outros. Soube da aprovação de uma lei sobre o tema. Isso pode ajudar na conscientização e no respeito a quem enfrenta essa condição?
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Viviane Amaral, Benfica.

Segundo a psicóloga clínica e jurídica Andreia Calçada, conviver com a fibromialgia é enfrentar uma dor crônica que não se vê — e é justamente essa invisibilidade que mais fere. “Além do sofrimento físico, há o impacto emocional de ser desacreditada e de sentir que precisa provar o tempo todo que a dor é real”, explica.
De acordo com a especialista, essa dinâmica pode desencadear sentimentos como culpa, vergonha, insegurança e isolamento. “A pessoa passa a questionar a própria experiência, como se o problema estivesse nela, e não na doença”, afirma.
O reconhecimento da fibromialgia pela Lei Federal 15.176/25 representa mais do que um avanço jurídico. Para Andreia, trata-se de um passo importante no campo simbólico e social. “Quando o Estado reconhece oficialmente a condição, ele valida essa dor. Isso ajuda a reduzir o estigma, fortalece a autoestima e diminui o sentimento de solidão”, destaca.
A legislação também amplia o acesso ao cuidado pelo sistema público de saúde e reafirma direitos, o que, na avaliação da psicóloga, contribui para uma transformação cultural na forma como doenças invisíveis são compreendidas.
Mais do que garantir assistência, o debate traz à tona a necessidade de ambientes de trabalho mais informados e humanos, capazes de acolher trabalhadores com condições crônicas. A conscientização, afinal, não depende apenas da lei, mas da disposição coletiva de ouvir, compreender e respeitar dores que, embora não apareçam, são profundamente reais, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamaradianta.com.br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.
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