Publicado 27/03/2026 00:00
Acabei de me separar e o meu filho está em guarda compartilhada. Às vezes, quando encontro meu ex-marido, acabamos discutindo por questões que envolvem a criança. Como protegê-la em situações como essa?
PublicidadeAnônimo, São João de Meriti.
Segundo Andreia Calçada, psicóloga clínica e jurídica, os pais têm responsabilidade direta sobre a saúde emocional dos filho”. Ela alerta que conflitos frequentes na frente da criança podem provocar sinais de ansiedade, medo, choro excessivo e alterações de comportamento.
Por isso, a orientação é clara: evitar qualquer discussão diante da criança e, se necessário, buscar orientação profissional para desenvolver estratégias de comunicação mais saudáveis. “O fundamental é que os pais estejam sempre presentes e demonstrem afeto, amor, respeito e cooperação, proporcionando um ambiente seguro e emocionalmente estável”, destaca a especialista.
Andreia reforça que a convivência com ambos os pais é importante para o fortalecimento do vínculo afetivo e para que a criança compreenda que, embora o casal tenha se separado, a relação com os filhos permanece preservada. “A guarda compartilhada é uma opção que permite fortalecer os vínculos e o envolvimento afetivo com ambos os genitores”, explica.
No entanto, quando há conflitos, ela recomenda alternativas que reduzam o desgaste. “É importante buscar formas de diálogo, como e-mail ou mensagem de texto, garantindo que a criança não presencie discussões durante a tomada de decisões em conjunto”, orienta.
Na separação, o fim da relação conjugal não pode significar instabilidade para os filhos. Quando os adultos conseguem preservar a criança do conflito, protegem o que ela tem de mais importante: a sensação de segurança, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.
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