Publicado 23/09/2025 00:00
O Rio de Janeiro, uma das cidades mais belas do mundo, convive diariamente com desafios urbanos complexos: mobilidade precária, falta de infraestrutura adequada em várias regiões, abandono de áreas históricas e carência de equipamentos públicos. Nesse cenário, a Operação Urbana Consorciada (OUC) de São Januário surge como um instrumento capaz de conciliar preservação de um patrimônio esportivo e cultural à revitalização de todo um território que há décadas espera por investimentos.
Regulamentada pela Prefeitura no fim de 2024, após aprovação na Câmara Municipal, a OUC permite que o Club de Regatas Vasco da Gama comercialize o chamado potencial construtivo não aproveitado dentro do complexo do estádio. Em outras palavras: áreas que, por lei, poderiam comportar edificações, mas que não serão utilizadas pelo clube, transformam-se em títulos negociáveis com o mercado imobiliário. Essa venda viabiliza a tão sonhada reforma de São Januário, além de garantir melhorias urbanísticas em seu entorno.
PublicidadeRegulamentada pela Prefeitura no fim de 2024, após aprovação na Câmara Municipal, a OUC permite que o Club de Regatas Vasco da Gama comercialize o chamado potencial construtivo não aproveitado dentro do complexo do estádio. Em outras palavras: áreas que, por lei, poderiam comportar edificações, mas que não serão utilizadas pelo clube, transformam-se em títulos negociáveis com o mercado imobiliário. Essa venda viabiliza a tão sonhada reforma de São Januário, além de garantir melhorias urbanísticas em seu entorno.
Os impactos irão muito além das arquibancadas. O estádio, tombado em caráter definitivo junto com seu parque aquático e capela histórica, será preservado e modernizado, permitindo melhores condições de segurança, acessibilidade e conforto. Ao mesmo tempo, o bairro Vasco da Gama e regiões vizinhas poderão receber intervenções de mobilidade, obras de requalificação de calçadas, ordenamento do trânsito, iluminação e paisagismo. A meta é transformar uma área marcada pela vulnerabilidade urbana em um polo de desenvolvimento social e econômico.
Esse tipo de operação não é novidade. O Estatuto da Cidade prevê a utilização das OUCs como mecanismos para articular o poder público, investidores privados e a comunidade em torno de transformações estruturais. No caso de São Januário, a diferença é que o processo não se limita a beneficiar o clube: envolve moradores, torcedores, comerciantes e todos que circulam pela região. A expectativa é que o aquecimento da economia local venha acompanhado de maior segurança, novas oportunidades de emprego e valorização imobiliária.
A OUC de São Januário também dá continuidade ao cinturão de revitalização da região central da cidade, iniciado no Porto Maravilha, passando por São Cristóvão e agora chegando ao bairro Vasco da Gama. Trata-se de mais um passo para integrar áreas importantes da cidade, reforçando sua vocação histórica e cultural.
Vale lembrar que, já em suas primeiras reuniões, o Conselho Consultivo da OUC, que reúne representantes do clube, da Prefeitura, da sociedade civil e da Câmara, discutiu não apenas a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE) para gerir os recursos, mas também soluções viárias e urbanísticas para todo o entorno. Ou seja, a governança foi desenhada para dar transparência e acompanhar cada passo do processo.
Vale lembrar que, já em suas primeiras reuniões, o Conselho Consultivo da OUC, que reúne representantes do clube, da Prefeitura, da sociedade civil e da Câmara, discutiu não apenas a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE) para gerir os recursos, mas também soluções viárias e urbanísticas para todo o entorno. Ou seja, a governança foi desenhada para dar transparência e acompanhar cada passo do processo.
A Operação Urbana Consorciada de São Januário é uma chance de ouro para reaproximar a cidade de um de seus símbolos mais autênticos. Mais do que erguer um estádio moderno, o objetivo é devolver dignidade a uma região esquecida, conectando tradição e futuro. Se bem conduzida, a OUC poderá servir como exemplo de como grandes clubes e o poder público podem, juntos, impulsionar transformações urbanas.
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