Publicado 08/05/2019 23:00 | Atualizado 08/05/2019 23:00
Rio - O fotógrafo João Roberto Ripper realiza uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar recursos para fazer a doação de seu acervo fotográfico de quase 50 anos à Biblioteca Nacional e entidades que atuam em defesa dos direitos humanos. O carioca, que é um dos maiores fotodocumentaristas do Brasil, dedicou seu trabalho às populações tradicionais e menos favorecidas financeiramente no país.
PublicidadeA obra de Ripper conta com o seu olhar sensível e crítico sobre o trabalho escravo e infantil; seca no semiárido; populações tradicionais (geraizeiros, vazanteiros, quilombolas, colhedores de flores sempre-viva, veredeiros, pescadores, caranguejeiros, caatingueiros, quebradeiras de côco, entre outros); populações indígenas e da Amazônia; universo feminino; cerrado; movimentos sociais (trabalhadores rurais e urbanos, mulheres); favelas; saúde; e doenças negligenciadas.
A intenção, segundo o fotógrafo, de doar seu acervo é democratizar a informação. “A história vai deixar de ser contada só pelos meios tradicionais de comunicação. Ela vai ficar em um lugar público para ser visto por quem quiser. E esse protagonismo também vai ser assumido pelas organizações que trabalham diretamente com estes grupos”, afirma.

Além da doação para a Biblioteca Nacional, cópias das imagens serão distribuídas para as organizações e entidades que atuam na defesa dos direitos humanos e na luta dos povos retratados. As fotos de populações tradicionais, por exemplo, serão doadas ao Centro de Agricultura Alternativa de Minas; das vivências e lutas no semiárido serão doadas ao Centro Sabiá de Direitos Humanos e para a Organização Caatinga; das lutas por terra irão para a Comissão Pastoral da Terra e para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; e os registros de trabalho escravo irão para organizações que realizam trabalho de combate à prática, como a Repórter Brasil.
De acordo com Ripper, o objetivo da campanha é conseguir os recursos necessários para fazer a recuperação, a organização e a catalogação primeiramente da parte digital do acervo do fotógrafo. Ele diz que são cerca de 20 terabytes de arquivo, que cobrem os últimos 15 anos de sua carreira, ainda em andamento. A iniciativa é a primeira parte de um projeto maior, que inclui todo o acervo de quase 50 anos de Ripper, com mais de 140 mil fotogramas em filme e dezenas de cadernos de campo.
A campanha é feita por meio do site https://benfeitoria.com/bemquererobrasil e vai até o dia 2 de junho. A contribuição miníma é R$ 15. Cada apoiador recebe uma recompensa de acordo com o valor contribuído, como cartões postais ou fotografias de Ripper.
Serviço:
Site da campanha: https://benfeitoria.com/bemquererobrasil
Site do fotógrafo: https://imagenshumanas.photoshelter.com
Para mais informações: acervojoaoripper@gmail.com
A campanha visa obter os recursos necessários para fazer a recuperação, a organização e a catalogação primeiramente da parte digital do acervo do fotógrafo. São cerca de 20 terabytes de arquivo, que cobrem os últimos 15 anos de sua carreira, ainda em andamento. É a primeira parte de um projeto maior, que inclui todo o acervo de quase 50 anos de Ripper, contabilizado em mais de 140 mil fotogramas em filme e dezenas de cadernos de campo. É o primeiro passo na direção de assegurar a conservação de parte importante da memória do Brasil, disponibilizada a todos.
O conteúdo digital do acervo aborda os seguintes temas: trabalho escravo, trabalho infantil, seca no semiárido, populações tradicionais (geraizeiros, vazanteiros, quilombolas, colhedores de flores sempre-viva, veredeiros, pescadores, caranguejeiros, caatingueiros, quebradeiras de côco, etc.), populações indígenas e povos da Amazônia, universo feminino, cerrado, movimentos sociais (trabalhadores rurais e urbanos, mulheres), favelas, saúde e doenças negligenciadas.
A intenção, segundo o fotógrafo, de doar seu acervo é democratizar a informação. “A história vai deixar de ser contada só pelos meios tradicionais de comunicação. Ela vai ficar em um lugar público para ser visto por quem quiser. E esse protagonismo também vai ser assumido pelas organizações que trabalham diretamente com estes grupos”.
Além da doação para a Biblioteca Nacional, cópias das fotografias serão distribuídas para as organizações e entidades que atuam na defesa dos direitos humanos e na luta dos povos retratados. As fotos de populações tradicionais, por exemplo, serão doadas ao Centro de Agricultura Alternativa de Minas; fotos das vivências e lutas no semiárido serão doadas ao Centro Sabiá de Direitos Humanos e para a Organização Caatinga; fotos das lutas por terra irão para a Comissão Pastoral da Terra e para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; e os registros de trabalho escravo irão para organizações que realizam trabalho sério de combate à prática, como a Repórter Brasil.
A campanha é feita por meio do site “Benfeitoria” e tem até o fim desse mês para atingir o valor de R$ 45000,00. Há como contribuir com valores que vão desde R$ 15 até R$ 5 mil. Cada apoiador recebe uma recompensa de acordo com o valor contribuído, como cartões postais e/ou fotografias de Ripper.
Site da campanha: https://benfeitoria.com/bemquererobrasil
Site do fotógrafo: https://imagenshumanas.photoshelter.com
Para mais informações: acervojoaoripper@gmail.com
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