Carro abre-alas da Porto da Pedra teve adereço quebrado na frente da cabine de juradosReprodução
Publicado 11/02/2024 23:23
Rio - A Unidos da Porto da Pedra, primeira escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí neste domingo (11), teve problemas com dois carros alegóricos. Um adereço de um dos veículos quebrou na frente da cabine dos jurados e o outro teve que ter um pedaço retirado, pois ficou preso na entrada da Avenida. Uma mulher foi atingida pelo segundo carro.
O carro abre-alas ficou com uma parte de um adereço rotativo quebrado no momento em que passava pelo local onde os jurados ficam. Com o dano, o objeto ficou pendurado no veículo. Nas redes sociais, internautas lamentaram o episódio.
"Infelizmente carro com adereço quebrado justamente na frente da cabine dupla. Complicou a Porto da Pedra", comentou um. "A comissão de frente da Porto da Pedra tá linda, mas não vai ser o suficiente pra mascarar a alegoria quebrada do carro abre-alas", escreveu outro.
Uma outra alegoria ficou presa na entrada da Sapucaí e um pedaço foi retirado para a passagem, causando um grande buraco na frente da cabine dupla de jurados. A situação também fez a agremiação acelerar o andamento para o fim do desfile. Com isso, a escola deverá ser penalizada também em evolução e harmonia.
Uma mulher ficou ferida ao ser atingida pelo veículo que passou arrastando uma grade de proteção. Ela precisou ser socorrida em uma maca. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a mulher sofreu apenas escoriações, foi atendida no posto montado no Sambódromo e já foi liberada.
Campeã da Série Ouro em 2023, a Porto da Pedra abriu o domingo de Carnaval celebrando o saber popular. Explorando os ensinamentos do famoso almanaque "Lunário Perpétuo", do astrônomo e naturalista espanhol Jerónimo Cortés, publicado em 1594, a escola levou à Avenida o enredo "Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular".
Trazido para o Brasil pela Família Real, o guia passou a fazer parte da cultura do Nordeste. De origem espanhola, os conselhos e previsões do almanaque influenciaram a tradição nordestina e o desfile da escola de São Gonçalo recontou a memória do povo indígena e africano, exaltando a importância do saber nordestino.
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