Arlindo CruzDaniel Pinheiro / Agnews
Publicado 08/08/2025 17:03 | Atualizado 08/08/2025 17:15
Rio - Arlindo Cruz, que morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no Rio de Janeiro, após complicações de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2017, foi enredo do Império Serrano no Carnaval de 2023. A escola de samba de Madureira, considerada a do coração do artista, apresentou o desfile "Lugares de Arlindo", dedicado à trajetória do cantor e compositor, exaltou sua obra e reforçando sua ligação com o bairro e com o samba.
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Mesmo debilitado pela doença, Arlindo cruzou a avenida no último carro alegórico ao lado da família, com suporte médico. A alegoria, que representava um bar, trazia uma escultura gigante do artista tocando banjo e usando a coroa da escola. O Império Serrano abriu a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.
Naquele ano, a escola terminou na última colocação e foi rebaixada para a Série Ouro. A agremiação obteve 265,6 pontos, um a menos que a Mocidade Independente de Padre Miguel, 11ª colocada. O Império perdeu décimos em quesitos como alegorias e adereços e fantasias.
Nas redes sociais, o Império Serrano classificou o tributo como um "ato de amor e gratidão" a um dos maiores nomes do samba. Segundo a agremiação, o artista é "parte da alma" da escola, tendo assinado sambas que marcaram a história da coroa imperial, como "O Império do Divino" (2006), além de 12 sambas vitoriosos no total.
Antes disso, em 2019, o cantor já havia sido homenageado pela X9 Paulistana, no Carnaval de São Paulo, com o enredo "Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar". Apesar do samba elogiado, a escola terminou em 10º lugar naquele ano.
Legado no samba

Nascido no Rio de Janeiro em 14 de setembro de 1958, Arlindo Domingos da Cruz Filho começou a tocar cavaquinho aos 7 anos e aprendeu violão com o irmão Acyr Marques. Ao longo da carreira, ficou conhecido como "o sambista perfeito", apelido que se tornou título de sua biografia lançada este ano.
Arlindo sofreu um AVC hemorrágico em março de 2017, após passar mal em casa, e permaneceu quase um ano e meio internado. Desde então, conviveu com as sequelas da doença e passou por diversas internações. Não voltou a se apresentar.
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