Teste contou com participação dos novos intérpretes da Beija-FlorReprodução / Instagram
Publicado 13/08/2025 09:35 | Atualizado 13/08/2025 10:00
Rio – A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) realizou o primeiro teste da nova sonorização do Carnaval na Marquês de Sapucaí, Centro do Rio, na noite desta terça-feira (12). O ensaio contou com a participação da Beija-Flor de Nilópolis, campeã da última edição, liderada pelos intérpretes Nino e Jéssica Martin.
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A responsável técnica pelo projeto, Francine Almeida, comentou os desafios em implementar o novo modelo no Sambódromo. "A gente trouxe várias equipes, porque entendemos que a dificuldade aqui é diferente. Qualquer show que você vai, o palco está fixo, o público está ali olhando. Aqui não, seu palco se movimenta e o público está fixo. Com isso, a gente tem milhões de desafios que não é só pendurar uma caixa e fazer o som rolar nela", explicou.
Já o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, falou sobre a participação da agremiação no teste. "Estamos animados com essa mudança, que marca uma nova etapa importante para o Carnaval. Nosso time está confiante e ansioso para representar o samba da Beija-Flor na avenida com toda a força que essa nova estrutura pode oferecer", disse.
Fim do carro de som
O presidente da Liesa, Gabriel David, anunciou em entrevista ao podcast "Sambapod" em julho que além dos ajustes técnicos, o novo modelo eliminará completamente o uso do carro de som, peça central da condução musical das escolas.
"Há três semanas, tivemos uma bateria na Sapucaí. Montamos um som inteiro. Fizemos uma nova testagem, com som radicalmente diferente. Tudo será absolutamente novo. Não teremos mais carro de som. Será todo mundo com fone, o pessoal terá o retorno ali, por questão operacional", afirmou Gabriel.
Críticas do público
A Liesa já havia anunciado que um dos maiores objetivos para o próximo Carnaval será a melhoria do sistema de som da Sapucaí. Neste ano, no primeiro dia dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, a Unidos de Padre Miguel foi uma das agremiações que enfrentou o problema assim que entrou na Avenida, gerando reclamações entre o público.
"Outra questão que vamos tratar de uma forma ainda mais firme é o som da Avenida, a nossa grande prioridade para 2026. É o maior desafio do Carnaval desde que o Sambódromo foi construído, seguimos nesse desafio e temos que melhorar. Não foi por falta de investimento esse ano e não será por falta de investimento no próximo Carnaval", disse Gabriel David na época.
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