Publicado 22/01/2026 12:20 | Atualizado 22/01/2026 12:29
Atual campeã do Carnaval carioca, a Beija-Flor, vai ocupar, neste domingo (25), a Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, com um desfile gratuito a partir das 16h. A concentração está marcada para as 15h, na altura da Rua Santa Clara. O evento marcará o retorno da escola à orla, algo que não acontece desde 2018.
PublicidadeO enredo de 2026, "Bembé", assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, presta homenagem ao Bembé do Mercado, um dos maiores candomblés de rua do mundo, realizado na Bahia, exaltando a ancestralidade e a fé do povo negro.
Questionada sobre o simbolismo da iniciativa, a porta-bandeira da agremiação, Selminha Sorriso, afirma que representa mais do que um evento: é uma afirmação cultural e ocupação do espaço público.
“É levar a Beija-Flor, ou seja, a Baixada Fluminense, para a orla da praia mais famosa do mundo, representando a nossa cultura em um ponto turístico também muito conhecido. As pessoas vão poder ver esse cenário lindo que é o samba junto com essa praia tão famosa”.
Ainda segundo ela, a expectativa é de grande público, inclusive de pessoas vindas de outras partes do país.
Ainda segundo ela, a expectativa é de grande público, inclusive de pessoas vindas de outras partes do país.
“Vai vir gente de todo canto do Brasil para assistir. Estou muito ansiosa por mais uma vez poder fazer parte desse momento, que exige um planejamento enorme para levar quase a escola inteira, acompanhada de um grande blocão, tenho certeza”, afirma.
A iniciativa também carrega uma mensagem direta contra a intolerância religiosa e o racismo. Em um ano especial, com o samba-enredo da escola entre os mais tocados nas plataformas digitais, Selminha reforça o papel do gênero musical como expressão da cultura preta e das religiões de matriz africana.
A iniciativa também carrega uma mensagem direta contra a intolerância religiosa e o racismo. Em um ano especial, com o samba-enredo da escola entre os mais tocados nas plataformas digitais, Selminha reforça o papel do gênero musical como expressão da cultura preta e das religiões de matriz africana.
“Existe racismo religioso, sim, existe intolerância religiosa, sim, mas o samba vai sempre resistir. Porque o samba é nosso, o samba é da cultura preta, e a religião matriz africana também é dos pretos, e se a rua é nossa, vamos para a rua.”, disse.
Para facilitar o deslocamento dos componentes, serão disponibilizados ônibus exclusivos, com saída às 13h da quadra, em Nilópolis. O público também poderá acessar o local do desfile pelo metrô, desembarcando na Estação Siqueira Campos.
A azul e branca desfilará na segunda-feira de Carnaval (16), como a segunda escola a entrar na avenida no Grupo Especial.
*Reportagem do estagiário Guilherme Domingues, sob supervisão de Raphael Perucci
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