Publicado 15/02/2026 04:00 | Atualizado 15/02/2026 07:17
Os desfiles do Cacique de Ramos, que acontecem domingo (15), segunda (16) e terça-feira (17), serão marcados por três momentos históricos, pois será o primeiro ano do bloco sem a presença do seu fundador, Bira Presidente, que morreu em junho de 2025, aos 88 anos. O segundo grande marco é a estreia do Circuito Bira Presidente, que passa a identificar oficialmente o tradicional percurso dos blocos. O terceiro é o aniversário de 65 anos da instituição, completados no último dia 20 de janeiro.
PublicidadeChamado de "Circuito de Desfiles da Avenida Chile – Bira Presidente", o percurso, feito pelo Cacique e um dos mais importantes do Carnaval de rua, tem concentração na Avenida Almirante Barroso, a partir da Rua México, segue pela Avenida República do Chile e se dispersa na Rua do Lavradio, no Centro.
Conhecido por sambas antológicos como "Vou Festejar" e "Caciqueando", ambos eternizados por Beth Carvalho, o Cacique é o único bloco a desfilar três dias consecutivas durante o Carnaval. A concentração começa às 17h, com previsão de início do desfile às 19h30.
Para Márcio Nascimento, de 50 anos, vice-presidente da instituição e genro do eterno líder do Fundo de Quintal, desfilar sem Bira carrega uma mistura de dor e gratidão pelo legado deixado. Ele, agora, lidera a nova diretoria ao lado de Karla Marcelly e Christian Kelly, presidente e diretora-geral, respectivamente.
"É um misto de saudade profunda e responsabilidade enorme. O Bira Presidente não era apenas um símbolo do Cacique de Ramos e do samba; ele era a alma daquele chão. Desfilar sem a presença física dele dói, mas, ao mesmo tempo, nos fortalece, porque tudo o que fazemos hoje é sustentado pelo que ele construiu. Cada passo no desfile carrega o ensinamento, a generosidade e a luta dele. Ele pode não estar mais ao nosso lado, mas segue presente na nossa história, na nossa forma de fazer samba e na missão de manter o Cacique vivo, forte e fiel às suas raízes", revela Márcio.
Glória Cirillo Teixeira, 67, mais conhecida como Glorinha ou "Mamãe Cacique", conta que, desde a adolescência, nutria o sonho de desfilar ao ver os irmãos participando de apresentações históricas, que reuniam centenas de foliões. No entanto, foi apenas depois de se casar e formar família, ao lado do marido, Secreto, que realizou esse desejo, ao completar 50 anos.
"Foi uma alegria! Tomamos a decisão de juntar os amigos, reencontrar outros e trazer novos componentes para o bloco, reativando a Ala Comanche, da qual estamos à frente há 15 anos. Minha relação maternal com todos me rendeu a alcunha de Mamãe Cacique, o que me emociona pelo respeito e carinho que recebo", afirma.
O show tem que continuar
Orgulho da Zona da Leopoldina, o Cacique, que mantém uma programação de eventos ativa em sua quadra, em Olaria, durante o ano todo, apresentará o tema "Bira Presidente: O Show Tem Que Continuar". Entre as novidades, está a ala "Eu Sou Cacique", que realiza seu primeiro desfile, integrando o conjunto de homenagens ao fundador. Ao todo, sete grupos compõem as Alas Reunidas.
O desfile contará com o tradicional carro alegórico, desenvolvido especialmente para esta edição, com decoração integralmente dedicada a Bira. A alegoria traz duas esculturas. A principal, em tamanho natural, representa o bamba com seu inseparável pandeiro, instalada em uma estrutura aérea com mecanismo giratório, permitindo sua visualização ao longo de todo o percurso.
Ao fundo da alegoria, a segunda escultura: um busto indígena com cerca de 4 metros de altura, desenvolvido com engrenagem dobrável para permitir a passagem do carro sob os viadutos do percurso.
A bateria contará com cerca de 250 ritmistas. A abertura do desfile será marcada pela execução da música "A Última Folha", composição de Evandro Alves em homenagem a Bira, integrando o conjunto de referências musicais dedicadas ao fundador.
Conhecido por sambas antológicos como "Vou Festejar" e "Caciqueando", ambos eternizados por Beth Carvalho, o Cacique é o único bloco a desfilar três dias consecutivas durante o Carnaval. A concentração começa às 17h, com previsão de início do desfile às 19h30.
Para Márcio Nascimento, de 50 anos, vice-presidente da instituição e genro do eterno líder do Fundo de Quintal, desfilar sem Bira carrega uma mistura de dor e gratidão pelo legado deixado. Ele, agora, lidera a nova diretoria ao lado de Karla Marcelly e Christian Kelly, presidente e diretora-geral, respectivamente.
"É um misto de saudade profunda e responsabilidade enorme. O Bira Presidente não era apenas um símbolo do Cacique de Ramos e do samba; ele era a alma daquele chão. Desfilar sem a presença física dele dói, mas, ao mesmo tempo, nos fortalece, porque tudo o que fazemos hoje é sustentado pelo que ele construiu. Cada passo no desfile carrega o ensinamento, a generosidade e a luta dele. Ele pode não estar mais ao nosso lado, mas segue presente na nossa história, na nossa forma de fazer samba e na missão de manter o Cacique vivo, forte e fiel às suas raízes", revela Márcio.
Glória Cirillo Teixeira, 67, mais conhecida como Glorinha ou "Mamãe Cacique", conta que, desde a adolescência, nutria o sonho de desfilar ao ver os irmãos participando de apresentações históricas, que reuniam centenas de foliões. No entanto, foi apenas depois de se casar e formar família, ao lado do marido, Secreto, que realizou esse desejo, ao completar 50 anos.
"Foi uma alegria! Tomamos a decisão de juntar os amigos, reencontrar outros e trazer novos componentes para o bloco, reativando a Ala Comanche, da qual estamos à frente há 15 anos. Minha relação maternal com todos me rendeu a alcunha de Mamãe Cacique, o que me emociona pelo respeito e carinho que recebo", afirma.
O show tem que continuar
Orgulho da Zona da Leopoldina, o Cacique, que mantém uma programação de eventos ativa em sua quadra, em Olaria, durante o ano todo, apresentará o tema "Bira Presidente: O Show Tem Que Continuar". Entre as novidades, está a ala "Eu Sou Cacique", que realiza seu primeiro desfile, integrando o conjunto de homenagens ao fundador. Ao todo, sete grupos compõem as Alas Reunidas.
O desfile contará com o tradicional carro alegórico, desenvolvido especialmente para esta edição, com decoração integralmente dedicada a Bira. A alegoria traz duas esculturas. A principal, em tamanho natural, representa o bamba com seu inseparável pandeiro, instalada em uma estrutura aérea com mecanismo giratório, permitindo sua visualização ao longo de todo o percurso.
Ao fundo da alegoria, a segunda escultura: um busto indígena com cerca de 4 metros de altura, desenvolvido com engrenagem dobrável para permitir a passagem do carro sob os viadutos do percurso.
A bateria contará com cerca de 250 ritmistas. A abertura do desfile será marcada pela execução da música "A Última Folha", composição de Evandro Alves em homenagem a Bira, integrando o conjunto de referências musicais dedicadas ao fundador.
* Colaborou: Raphael Perucci
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