Publicado 17/02/2026 06:00
Rio - O último dia de desfiles, nesta terça-feira (17), passeia por religiosidade e personagens marcantes para a cultura brasileira. O Paraíso do Tuiuti inicia os trabalhos apresentando a sabedoria do orixá Orunmila por meio do Ifá Lukumi. Em seguida, a Vila Isabel resgata obras do multiartista Heitor dos Prazeres, destacando a ligação do samba com as religiões de matriz africana. Já a Grande Rio faz a conexão Recife-Duque de Caxias com o enredo sobre o movimento Manguebeat, expondo a cultura que floresceu nos manguezais pernambucanos. Por fim, o Salgueiro prometer emocionar o público ao encerrar a noite com uma celebração à histórica carnavalesca Rosa Magalhães.
PublicidadeParaíso do Tuiuti
Enredo: Lonã Ifá Lukumi
Presidente: Renato Thor
Carnavalesco: Jack Vasconcelos
Diretor de Carnaval: Leandro Azevedo
Intérprete: Pixulé
Mestre de bateria: Marcão
Rainha de bateria: Mayara Lima
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Vinicius Antunes e Rebeca Tito
Comissão de frente: David Lima
Primeira a se apresentar no último dia de desfiles do Grupo Especial, o Paraíso do Tuiuti levará para avenida uma vertente religiosa afro-cubana. A escola falará sobre o Ifá Lukumi, oráculo iorubá que possibilita o acesso à palavra de Orunmila, orixá do destino e da sabedoria.
"Vamos contar o destino do Ifá dentro da história da humanidade. Lonã quer dizer destino. O orixá Orunmila é responsável pela comunicação entre os orixás e os humanos através do jogo do Ifá. Ele é o senhor do destino, conhece o destino da humanidade e de todas as pessoas. Ele testemunhou a criação, então conhece nosso passado, presente e futuro. Ele tem esse papel primordial de nos orientar para que a gente cumpra os nossos destinos", explica o carnavalesco Jack Vasconcelos.
O desfile começa com a criação do mundo e a chegada do Ifá na primeira cidade da humanidade, mostrando a passagem de conhecimento para os primeiros Babalaôs. Em seguida, apresenta a propagação do Ifá em diferentes lugares do mundo, com foco nas Américas, ressaltando os Lukumi, descendentes dos iorubás em Cuba.
"Trazer a palavra de Orumilá para a humanidade, eu acho que é a grande missão do Tuiuti esse ano. A gente tem que aprender de uma vez por todas que nós somos uma coisa só. O que acontece com um vai reverberar no outro ou em outro lugar, nada está desconectado. Quando a gente entender que nossas ações causam reflexos, acho que já vai ser meio caminho andado para a gente resolver muita coisa", defende Jack Vasconcelos.
Enredo: Lonã Ifá Lukumi
Presidente: Renato Thor
Carnavalesco: Jack Vasconcelos
Diretor de Carnaval: Leandro Azevedo
Intérprete: Pixulé
Mestre de bateria: Marcão
Rainha de bateria: Mayara Lima
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Vinicius Antunes e Rebeca Tito
Comissão de frente: David Lima
Primeira a se apresentar no último dia de desfiles do Grupo Especial, o Paraíso do Tuiuti levará para avenida uma vertente religiosa afro-cubana. A escola falará sobre o Ifá Lukumi, oráculo iorubá que possibilita o acesso à palavra de Orunmila, orixá do destino e da sabedoria.
"Vamos contar o destino do Ifá dentro da história da humanidade. Lonã quer dizer destino. O orixá Orunmila é responsável pela comunicação entre os orixás e os humanos através do jogo do Ifá. Ele é o senhor do destino, conhece o destino da humanidade e de todas as pessoas. Ele testemunhou a criação, então conhece nosso passado, presente e futuro. Ele tem esse papel primordial de nos orientar para que a gente cumpra os nossos destinos", explica o carnavalesco Jack Vasconcelos.
O desfile começa com a criação do mundo e a chegada do Ifá na primeira cidade da humanidade, mostrando a passagem de conhecimento para os primeiros Babalaôs. Em seguida, apresenta a propagação do Ifá em diferentes lugares do mundo, com foco nas Américas, ressaltando os Lukumi, descendentes dos iorubás em Cuba.
"Trazer a palavra de Orumilá para a humanidade, eu acho que é a grande missão do Tuiuti esse ano. A gente tem que aprender de uma vez por todas que nós somos uma coisa só. O que acontece com um vai reverberar no outro ou em outro lugar, nada está desconectado. Quando a gente entender que nossas ações causam reflexos, acho que já vai ser meio caminho andado para a gente resolver muita coisa", defende Jack Vasconcelos.
Unidos de Vila Isabel
Enredo: Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África
Presidente: Luiz Guimarães
Carnavalescos: Leonardo Bora e Gabriel Haddad
Diretor de Carnaval: Moisés Carvalho
Intérprete: Tinga
Mestre de bateria: Macaco Branco
Rainha de bateria: Sabrina Sato
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
Comissão de frente: Alex Neoreal e Márcio Jahú
Enredo: Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África
Presidente: Luiz Guimarães
Carnavalescos: Leonardo Bora e Gabriel Haddad
Diretor de Carnaval: Moisés Carvalho
Intérprete: Tinga
Mestre de bateria: Macaco Branco
Rainha de bateria: Sabrina Sato
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
Comissão de frente: Alex Neoreal e Márcio Jahú
A Unidos de Vila Isabel contará a história do sambista e pintor Heitor dos Prazeres (1898-1966), que participou da fundação das primeiras escolas de samba do Brasil. O carnavalesco Leonardo Bora destacou ao DIA que o enredo faz com que a Vila Isabel encontre um retrato de si mesma, reforçando a importância da agremiação para a cultura.
"O samba da Vila Isabel, em um dos seus versos mais inspirados, fala em espelhamento. Esse verso e a escolha dessa palavra são muito importantes. É um momento em que a Vila Isabel se olha no espelho, novamente canta que é uma instituição sambista, das mais importantes da cidade do Rio, que anualmente ocupa as ruas e propões narrativas conectadas à sua ancestralidade, às suas 'gentes', suas memórias, memórias dos fundadores e dos tantos componentes do Morro dos Macacos, do Morro do Pau da Bandeira", diz Leonardo.
Em seus quadros, o multiartista Heitor dos Prazeres retrata cenas do seu cotidiano, como trabalhadores, festas e terreiros. O pintor sempre destacou a forte ligação entre o samba e as religiões de matriz africana. Segundo o carnavalesco Gabriel Haddad, este é um dos principais destaques do desfile que será apresentado na Sapucaí, assim como a cultura afro-brasileira.
"Heitor dos Prazeres trabalha tanto nas artes visuais como na música, na literatura, na marcenaria, na costura e, claro, um grande sambista. Então, como reunir todas essas diferenças dos trabalhos do Heitor dos Prazeres na Sapucaí. A gente vê as cores que ele utilizava, a forma dos seus personagens nos quadros, a ideia da perspectiva da visualidade das telas e, claro, o que ele falava sobre a criação do samba e a relação do samba com a macumba. Ele pintava essa macumba urbana, macumba carioca, presentes nas salas e nos quartos com pisos de taco. Esses pisos de taco também estarão presentes no nosso desfile, além de referências diretas de pinturas, como os instrumentos musicais utilizados tanto no samba quanto na macumba", explica o carnavalesco.
"O samba da Vila Isabel, em um dos seus versos mais inspirados, fala em espelhamento. Esse verso e a escolha dessa palavra são muito importantes. É um momento em que a Vila Isabel se olha no espelho, novamente canta que é uma instituição sambista, das mais importantes da cidade do Rio, que anualmente ocupa as ruas e propões narrativas conectadas à sua ancestralidade, às suas 'gentes', suas memórias, memórias dos fundadores e dos tantos componentes do Morro dos Macacos, do Morro do Pau da Bandeira", diz Leonardo.
Em seus quadros, o multiartista Heitor dos Prazeres retrata cenas do seu cotidiano, como trabalhadores, festas e terreiros. O pintor sempre destacou a forte ligação entre o samba e as religiões de matriz africana. Segundo o carnavalesco Gabriel Haddad, este é um dos principais destaques do desfile que será apresentado na Sapucaí, assim como a cultura afro-brasileira.
"Heitor dos Prazeres trabalha tanto nas artes visuais como na música, na literatura, na marcenaria, na costura e, claro, um grande sambista. Então, como reunir todas essas diferenças dos trabalhos do Heitor dos Prazeres na Sapucaí. A gente vê as cores que ele utilizava, a forma dos seus personagens nos quadros, a ideia da perspectiva da visualidade das telas e, claro, o que ele falava sobre a criação do samba e a relação do samba com a macumba. Ele pintava essa macumba urbana, macumba carioca, presentes nas salas e nos quartos com pisos de taco. Esses pisos de taco também estarão presentes no nosso desfile, além de referências diretas de pinturas, como os instrumentos musicais utilizados tanto no samba quanto na macumba", explica o carnavalesco.
Grande Rio
Enredo: A Nação do Mangue
Presidente: Milton Abreu do Nascimento (Perácio)
Carnavalesco: Antônio Gonzaga
Diretor de Carnaval: Thiago Monteiro
Intérprete: Evandro Malandro
Mestre de bateria: Fafá
Rainha de bateria: Virginia Fonseca
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Daniel Werneck e Taciana Couto
Comissão de frente: Hélio Bejani e Beth Bejani
Enredo: A Nação do Mangue
Presidente: Milton Abreu do Nascimento (Perácio)
Carnavalesco: Antônio Gonzaga
Diretor de Carnaval: Thiago Monteiro
Intérprete: Evandro Malandro
Mestre de bateria: Fafá
Rainha de bateria: Virginia Fonseca
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Daniel Werneck e Taciana Couto
Comissão de frente: Hélio Bejani e Beth Bejani
Em seguida, a Grande Rio apostará no Manguebeat para sacudir o Sambódromo. O movimento musical e cultural iniciado em Pernambuco, na década de 90, transformou os manguezais em símbolos de fertilidade, resistência e reinvenção nas periferias do Recife.
"A antena parabólica fincada na lama é um dos signos do movimento Manguebeat, logo do nosso desfile, porque ela representa essa conexão entre essa lama, esse chão, onde a gente está fincando as nossas raízes com as ideias que estão sendo recebidas do restante do mundo", revela o carnavalesco Antônio Gonzaga.
"O caranguejo é muito presente no nosso desfile. Além de ser um animal que se confunde com o manguezal, a partir do manifesto escrito por Fred Zero Quatro, a ideia de caranguejo com cérebro é adotada como identidade pelos próprios membros do movimento. É por isso que vocês vão ver muito caranguejo na Sapucaí. A gente adota o caboclo como símbolo da nossa nação porque, além dele representar uma parte da cultura tradicional de Pernambuco através dos maracatus, ele também representa a própria ancestralidade negra do movimento Manguebeat", acrescenta.
O enredo traça a ligação entre as periferias de Recife e Duque de Caxias, indo além da semelhança dos manguezais e mostrando o conhecimento e o impacto cultural gerado a partir dessas áreas.
"A antena parabólica fincada na lama é um dos signos do movimento Manguebeat, logo do nosso desfile, porque ela representa essa conexão entre essa lama, esse chão, onde a gente está fincando as nossas raízes com as ideias que estão sendo recebidas do restante do mundo", revela o carnavalesco Antônio Gonzaga.
"O caranguejo é muito presente no nosso desfile. Além de ser um animal que se confunde com o manguezal, a partir do manifesto escrito por Fred Zero Quatro, a ideia de caranguejo com cérebro é adotada como identidade pelos próprios membros do movimento. É por isso que vocês vão ver muito caranguejo na Sapucaí. A gente adota o caboclo como símbolo da nossa nação porque, além dele representar uma parte da cultura tradicional de Pernambuco através dos maracatus, ele também representa a própria ancestralidade negra do movimento Manguebeat", acrescenta.
O enredo traça a ligação entre as periferias de Recife e Duque de Caxias, indo além da semelhança dos manguezais e mostrando o conhecimento e o impacto cultural gerado a partir dessas áreas.
Esse é o primeiro trabalho solo de Antônio Gonzaga no Grupo Especial. Outra estreante é a influenciadora Virginia Fonseca, que sucedeu a atriz Paola Oliveira como rainha de bateria da Grande Rio.
Salgueiro
Enredo: A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau
Presidente: André Vaz da Silva
Carnavalesco: Jorge Silveira
Diretor de Carnaval: Wilsinho Alves
Intérprete: Igor Sorriso
Mestres de bateria: Guilherme e Gustavo
Rainha de bateria: Viviane Araújo
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Sidcley Santos e Marcella Alves
Comissão de frente: Paulo Pinna
Enredo: A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau
Presidente: André Vaz da Silva
Carnavalesco: Jorge Silveira
Diretor de Carnaval: Wilsinho Alves
Intérprete: Igor Sorriso
Mestres de bateria: Guilherme e Gustavo
Rainha de bateria: Viviane Araújo
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Sidcley Santos e Marcella Alves
Comissão de frente: Paulo Pinna
O Salgueiro encerra o último dia com uma homenagem à icônica carnavalesca Rosa Magalhães (1947-2024). Com oito títulos conquistados, a professora e artista plástica é a maior vencedora dos desfiles na Era Sambódromo. Ela também recebeu o Emmy Internacional pela abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio.
"Durante o desfile, vamos percorrer pelos caminhos artísticos de Rosa. Ela foi uma carnavalesca que contou histórias a partir de livros, conto de fadas, História do Brasil… E o desfile do Salgueiro não será uma obra bibliográfica sobre ela, mas sobre o legado deixado por ela através de seus carnavais", explica o carnavalesco Jorge Silveira.
O enredo apresenta uma viagem lúdica pela trajetória criativa da Rosa, partindo da biblioteca onde a artista iniciava suas pesquisas. A narrativa se desenvolverá por meio de personagens dos contos de fadas, figuras históricas e do imaginário popular brasileiro, culminando em uma grande celebração com diversos carnavalescos. A proposta busca refletir o estilo visual e o conteúdo profundamente pesquisado que marcaram a obra da Rosa.
"O público pode esperar carros gigantes e alas bem coloridas, além de elementos que vão fazer voltar no tempo e relembrar grandes desfiles da Rosa. Acredito que o último carro será bem marcante. É a última imagem do Carnaval de 2026, já que o Salgueiro encerrará os desfiles. Nele, vão vir todos os carnavalescos do Rio de Janeiro, fazendo uma grande homenagem à Mestra que nos fez amar essa festa", diz Jorge.
"Durante o desfile, vamos percorrer pelos caminhos artísticos de Rosa. Ela foi uma carnavalesca que contou histórias a partir de livros, conto de fadas, História do Brasil… E o desfile do Salgueiro não será uma obra bibliográfica sobre ela, mas sobre o legado deixado por ela através de seus carnavais", explica o carnavalesco Jorge Silveira.
O enredo apresenta uma viagem lúdica pela trajetória criativa da Rosa, partindo da biblioteca onde a artista iniciava suas pesquisas. A narrativa se desenvolverá por meio de personagens dos contos de fadas, figuras históricas e do imaginário popular brasileiro, culminando em uma grande celebração com diversos carnavalescos. A proposta busca refletir o estilo visual e o conteúdo profundamente pesquisado que marcaram a obra da Rosa.
"O público pode esperar carros gigantes e alas bem coloridas, além de elementos que vão fazer voltar no tempo e relembrar grandes desfiles da Rosa. Acredito que o último carro será bem marcante. É a última imagem do Carnaval de 2026, já que o Salgueiro encerrará os desfiles. Nele, vão vir todos os carnavalescos do Rio de Janeiro, fazendo uma grande homenagem à Mestra que nos fez amar essa festa", diz Jorge.
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