Publicado 13/02/2026 21:14 | Atualizado 13/02/2026 22:03
Rio - Um dos blocos mais tradicionais do Rio de Janeiro, responsável por abrir o Carnaval de rua da cidade, não conseguiu completar o trajeto pela primeira vez em 36 anos de história. Como de costume, a bateria saiu da Rua Hermenegildo de Barros, em Santa Teresa, no início da tarde desta sexta-feira (13), mas avançou apenas parte do percurso, sem conseguir chegar ao Largo dos Guimarães.
PublicidadeA organização do bloco decidiu interromper o desfile devido ao excesso de ambulantes não autorizados e ao aumento de foliões nas ruas estreitas do bairro. O público, que compareceu em grande quantidade, não conseguiu caminhar, provocando um congestionamento humano.
Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a Associação de Blocos de Rua do Rio, acusa a prefeitura na fiscalização dos ambulantes e também na segurança dos foliões.
Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a Associação de Blocos de Rua do Rio, acusa a prefeitura na fiscalização dos ambulantes e também na segurança dos foliões.
"Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério. O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e deslocamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham, sim, o direito de trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos", diz um trecho da nota.
Ainda segundo a entidade, que organiza as Carmelitas e outros 13 blocos no Rio, a organização aguarda o pronunciamento da prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomar as medidas necessárias para seus cortejos.
Ainda segundo a entidade, que organiza as Carmelitas e outros 13 blocos no Rio, a organização aguarda o pronunciamento da prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomar as medidas necessárias para seus cortejos.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e a Guarda Municipal (GM-Rio) informaram que realizaram ações de ordenamento e de orientação de trânsito em Santa Teresa durante o desfile do Bloco das Carmelitas.
"Aproximadamente 60 agentes atuaram na fiscalização de ambulantes, estacionamento irregular e demais irregularidades. Vale lembrar que o Carnaval de Rua do Rio possui 15 mil vendedores ambulantes cadastrados. As ações de fiscalização no bairro serão intensificadas nos próximos desfiles", comunicou o órgão.
Repercussão nas redes sociais
Logo após o ocorrido, centenas de comentários sobre a superlotação no Bloco das Carmelitas foram publicados nas redes sociais. Entre os relatos está o de Natalia Oliveira, administradora da página “O que fazer no Rio”, que possui mais de 930 mil seguidores em uma rede social. Além da superlotação e da presença de ambulantes não autorizados, ela relatou que pessoas ligadas à organização do evento empurraram foliões e chegaram a expulsá-los das proximidades da corda que conduzia a banda do bloco.
"Começou muito bem, terminou muito mal. O Carmelitas foi um desastre, infelizmente. E o problema não foram só os ambulantes; esse homem da organização não tem a menor condição de organizar nada", criticou.
O homem ao qual ela se refere aparece em imagens gravadas por ela tentando retirar os foliões do percurso. Em outro momento, ele chega a pressionar o motorista de uma ambulância para sair do caminho do cortejo.
Repercussão nas redes sociais
Logo após o ocorrido, centenas de comentários sobre a superlotação no Bloco das Carmelitas foram publicados nas redes sociais. Entre os relatos está o de Natalia Oliveira, administradora da página “O que fazer no Rio”, que possui mais de 930 mil seguidores em uma rede social. Além da superlotação e da presença de ambulantes não autorizados, ela relatou que pessoas ligadas à organização do evento empurraram foliões e chegaram a expulsá-los das proximidades da corda que conduzia a banda do bloco.
"Começou muito bem, terminou muito mal. O Carmelitas foi um desastre, infelizmente. E o problema não foram só os ambulantes; esse homem da organização não tem a menor condição de organizar nada", criticou.
O homem ao qual ela se refere aparece em imagens gravadas por ela tentando retirar os foliões do percurso. Em outro momento, ele chega a pressionar o motorista de uma ambulância para sair do caminho do cortejo.
Leia a nota da Sebastiana na íntegra:
"A Sebastiana, Associação de Blocos de Rua do Rio, na qual o Bloco das Carmelitas é associado desde sua fundação, lamenta o ocorrido nessa sexta-feira, dia 13 de fevereiro, quando por prudência e em respeito aos foliões, os dirigentes e músicos interromperam o desfile do bloco.
Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério.
O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e descolamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham o direito sim a trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos.
Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade, fazendo parte da operação de Carnaval que não se restringe à Sapucaí.
Aguardamos o pronunciamento da Prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomarmos as medidas necessárias nos nossos blocos."
Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério.
O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e descolamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham o direito sim a trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos.
Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade, fazendo parte da operação de Carnaval que não se restringe à Sapucaí.
Aguardamos o pronunciamento da Prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomarmos as medidas necessárias nos nossos blocos."
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