Carro retratou o presidente no desfile da Acadêmicos de NiteróiAgência O Dia
Publicado 15/02/2026 23:44 | Atualizado 16/02/2026 04:01
Rio - A primeira noite de desfiles do Grupo Especial começou com uma das apresentações mais esperadas e comentadas às vésperas do Carnaval. Por volta das 22h de domingo (15), a Acadêmicos de Niterói chegou à Marquês de Sapucaí com o enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", em homenagem ao atual presidente brasileiro, que assistiu à festa no camarote ao lado do prefeito Eduardo Paes.
Publicidade

Defendendo a permanência na elite do Carnaval, a escola deu início ao esquenta com a participação da Fafá de Belém. No Setor 1, o público cantou “Olê, olê, olá! Lula, Lula!”, refrão do samba entoado pela agremiação. Apesar da animação inicial, a música não inflamou as arquibancadas do Sambódromo.
Veja o vídeo:



O desfile começou retratando o nascimento e a infância em Pernambuco, com alegoria e fantasias com referências ao sertão nordestino. Em seguida, a escola retratou Dona Lindu, mãe do presidente, interpretada pela atriz Dira Paes na avenida, com os filhos de mudança para São Paulo, em busca de uma vida melhor. Fantasias representaram ofícios que fizeram parte do início da vida trabalhadora de Lula, como engraxate e metalúrgico.

O segundo carro, inclusive, destacou o início da trajetória política do homenageado como líder do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. A alegoria carregava uma grande representação do Lula formada por estruturas metálicas e um bonito efeito visual formando ferro derretido.

A alegoria seguinte representou as diferentes camadas sociais da população brasileira. A parte alta simbolizada a fartura da elite com um bonito banquete. Na parte de baixo, as estruturas formavam casebres, referência aos brasileiros com menor poder aquisitivo. O carro chamou atenção por mostrar um palhaço preso em uma cadeia na parte de trás.

O último carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, "Amigos de Lula", também teve problemas e atrasou a entrada no desfile na Sapucaí. A primeira-dama, Janja Lula da Silva não subiu no destaque da alegoria, o que causou surpresa para membros da agremiação com a decisão de último minuto.

O penúltimo carro também enfrentou problemas. O busto do presidente foi içado faltando apenas cinco minutos para entrar na Avenida. A escola já estava evoluindo quando os técnicos tentaram colocar a peça no lugar.

Apesar dos sustos com os dois últimos carros, o desfile teve uma evolução satisfatória, sem formar buracos. A comissão de frente passou pelo último setor do Sambódromo com cerca de 45 minutos de desfile, que durou exatamente 79 minutos.

O público permaneceu frio nas arquibancadas, mas a comunidade pulsou firme na avenida. A Rainha de Bateria Vanessa Rangeli, o mestre-sala Emmanuel Lima e a porta-bandeira Tainara Matias pareciam emocionados durante toda a passagem na Sapucaí, esbanjando animação.
Polêmica nos bastidores
Nos últimos dias, parlamentares de direita consideram que o samba-enredo pode ser considerado propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, rejeitou na quinta-feira passada (12), por unanimidade, o pedido do Partido Novo para barrar o desfile, apesar de alertarem para riscos eleitorais.
Leia mais