Caixas de marabaixo integrarão bateria da MangueiraThalita Queiroz / Agência O Dia
Publicado 16/02/2026 04:09
Rio - A "Tem que respeitar meu tamborim", bateria da Mangueira, levou para a Marquês de Sapucaí 15 marabaixeiros amapaenses para tocar as tradicionais caixas de marabaixo, feitas de troncos de árvore escavados e pele de animais, como couro de bode.
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Eloisa Sacaca, de 25 anos, neta do Mestre Sacaca, integra o grupo da bateria da Mangueira neste ano, a convite da própria escola.

Percussionista no Amapá, ela explica que o couro de bode produz um som mais médio e que as miçangas também influenciam na sonoridade, deixando o som mais estridente. Essa é uma das homenagens que a escola leva para a Sapucaí para contar a história do Guardião da Amazônia Negra.

Para Eloisa, estar presente neste desfile, homenageando o avô, representa carregar e valorizar sua cultura.

"Hoje temos 32 familiares, entre sobrinhos, filhos, netos e até bisnetas do meu avô aqui presentes. Mostrar que a Amazônia também é negra e tem uma cultura afro que precisa ser conhecida, para mim representa isso”, contou percussionista.

José Campos, diretor de bateria, disse que teve contato com o instrumento apenas agora, após 40 anos de Mangueira e aos 65 anos de idade. A novidade, no entanto, não oferece nenhum tipo de risco para a apresentação da bateria, garantiu ele.
Fechando a primeira noite, a Estação Primeira de Mangueira vai enaltecer as tradições afro-indígenas do Norte brasileiro por meio de um dos seus mais célebres personagens, o curandeiro, folião e defensor dos povos da floresta, Mestre Sacaca. A Verde e Rosa celebra, ainda, a identidade do povo Tucuju, indígenas originários da foz do Rio Oiapoque, no Amapá.
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