Publicado 17/02/2026 21:30
Rio - Enredo da Viradouro neste ano, Mestre Ciça ainda estava em êxtase um dia após a grande homenagem na Marquês de Sapucaí. Ao DIA, ele revelou detalhes dos bastidores do desfile e explicou como conseguiu sair do abre-alas e retornar para o carro alegórico que levava a bateria.
Publicidade"Foi tudo ensaiado e muito bem pensado. Apesar da homenagem, eu já sabia de tudo que ia acontecer durante o desfile e participei das decisões", conta Ciça.
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra o mestre retornando para o fim do desfile de moto. Essa foi uma das estratégias encontradas pela escola para que ele chegasse a tempo. "Até essa corrida de moto por trás da Sapucaí foi planejada. A gente ensaiou na semana anterior ali mesmo na Avenida. Até o motorista foi o mesmo, para que tudo acontecesse de forma sincronizada", revela o homenageado.
Ao ser questionado sobre o carro alegórico favorito, ele disse que todos representavam uma parte da sua história, mas destacou que o carro que levou a bateria teve um peso especial. "Sem dúvidas, voltar a subir em um carro com a minha bateria foi um momento indescritível. Foi arriscado, a gente sabe disso, mas precisava tentar. E, para mim, tinha que ser para fechar o desfile, do jeito que foi. Fiquei muito à vontade".
Humilde e de voz baixa, Mestre Ciça é uma figura muito querida na Viradouro e entre os sambistas em geral, mas admite que a repercussão do desfile o surpreendeu positivamente. "Acordei com mais de 500 mensagens no celular. Ainda não consegui responder nem metade".
Durante a entrevista, o mestre foi abordado por dezenas de desfilantes, entre eles integrantes de baterias de escolas do Grupo Especial que ainda iriam desfilar. Um deles declarou sua admiração e disse: 'Se perdemos para o senhor, ganhamos também'. Ao ouvir a frase, Ciça abriu um sorriso e respondeu: "Só de ouvir isso, eu sei que já valeu a pena".
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