Torcedores comemoram título da União de MaricáFoto: Thalita Queiroz / Agência O Dia
Publicado 19/02/2026 20:38
Rio - Com a quadra lotada por fiéis maricaenses, a torcida da União de Maricá comemorou intensamente o tão aguardado título na Série Ouro e a conquista do acesso ao Grupo Especial.

Considerada uma agremiação relativamente nova, a escola vem conquistando cada vez mais admiradores a cada ano.
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Muito emocionada, Aduni Benton, de 61 anos, é uma das fundadoras da escola e também criadora da Velha Guarda da agremiação.

“A minha emoção é por causa de toda a luta. Tudo começou há 15 anos e sempre tivemos humildade para trabalhar diariamente. Foi um caminho muito árduo. A nossa Velha Guarda tem apenas quatro anos. Então é uma emoção que estava engasgada, porque a gente tinha tudo para ganhar, ficamos atrás por dois décimos e conseguimos virar”, desabafou Aduni.

Joselir Paiva, de 61 anos, conta que há quatro anos começou a se envolver com a escola, participar dos ensaios e até desfilar no Sambódromo Marquês de Sapucaí.

“Esperei quatro anos por esse momento e agora o nosso momento chegou. Eu nem acredito. Hoje só saio daqui quando tudo acabar”, disse.

Jô, como gosta de ser chamada, desfilou na ala 17, representando as mulheres pretas.

Quem também nutre esse amor pela escola é Graça Moreira, de 82 anos. Assim como Jô, ela passou a desfilar recentemente e se emocionou com a conquista.

“Eu chorei muito. Esse amor foi de repente. Há três anos desfilei pela primeira vez e neste ano desfilei novamente. E sábado tem o desfile das campeãs! Com certeza estarei lá”, garantiu.

Outro personagem que marcou presença na quadra foi o cão Teu Nome, de 5 anos. Figura conhecida entre os frequentadores da escola, o animal já é considerado um símbolo por parte dos torcedores.

Vestindo roupa e chapéu, ele encanta crianças e adultos. Seu dono, Sérgio Almeida, de 66 anos, conta que os dois são frequentadores assíduos dos ensaios da agremiação.

Para celebrar o título, a quadra contou com apresentações de grupos de pagode que animaram os maricaenses enquanto a taça ainda atravessava a Ponte Rio-Niterói para a festa em Maricá.
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