Publicado 22/02/2026 05:00
Rio - Rainha de bateria da União de Maricá, campeã da Série Ouro, Rayane Dumont está radiante com vitória da agremiação, que levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "Berenguendéns e Balangandãs", que exaltou a força, a beleza e a resistência das mulheres negras, e garantiu uma vaga no Grupo Especial em 2027. A sambista, que ocupa o cargo na escola desde 2020, comenta a emoção de conquistar o título, celebra o reinado diretamente ligado à comunidade, relata a rotina fora da Avenida e, ainda, revela os planos após a maratona de desfiles. Confira a entrevista!
Publicidade- Rayane, como está o coração depois da vitória da União de Maricá na Série Ouro?
Meu coração está transbordando de felicidade e gratidão. É um sentimento difícil até de explicar, porque não é só uma vitória, é o reconhecimento de um trabalho coletivo, de uma comunidade inteira que sonhou junto. Estou muito feliz por estar festejando ao lado do meu povo, da minha escola e de todos que acreditaram nesse projeto desde o início.
- O que você sentiu na hora do anúncio do título?
Foi uma explosão de emoção. Passa um filme na cabeça: os ensaios, as dificuldades, a superação, cada detalhe preparado com tanto amor. Eu chorei e abracei todo mundo, foi um momento de alívio, orgulho e muita gratidão. A sensação é de missão cumprida.
- Você tem o desejo de seguir no cargo de rainha de bateria da escola?
Sem dúvida. A União de Maricá faz parte da minha história e do meu coração. Ser Rainha dessa comunidade é uma honra imensa. Eu venho da ala de passistas, nasci e fui criada junto ao meu povo, então poder ocupar esse lugar hoje é também representar tantas meninas que sonham em chegar até aqui. Quero continuar honrando minha comunidade, sendo voz, força e inspiração para a minha gente. Se for da vontade da escola, tenho, sim, o desejo de seguir como rainha de bateria, levando essa representatividade para a avenida com muito amor, respeito e responsabilidade.
- Além de rainha você desfilou no abre-alas do Acadêmicos do Salgueiro, que ficou em 4º lugar do Grupo Especial. O coração fica dividido nesse momento?
Não dividido, mas cheio de sentimentos diferentes. O Salgueiro é uma escola que eu amo profundamente e tenho muito orgulho de representar. Claro que todo componente quer o título, mas estar entre as campeãs já é uma grande conquista. E, ao mesmo tempo, viver a vitória da União de Maricá foi algo histórico. Então meu coração estava cheio de amor, de gratidão e de orgulho pelas duas escolas.
- Há grandes nomes no Carnaval carioca, como Viviane Araujo, Sabrina Sato, Mayara Lima e Bianca Monteiro. Você se inspira em algumas delas?
Sim, com certeza. A Viviane Araujo é uma referência histórica, a 'rainha das rainhas', e eu admiro muito a trajetória dela, além de sempre ter sido muito carinhosa comigo. A Sabrina Sato é um exemplo de dedicação e respeito ao Carnaval, entrega total. A Mayara Lima, a Bianca Monteiro e a Evelyn Bastos representam muito a força das rainhas vindas da comunidade, com talento, verdade e muita representatividade. Hoje poder dividir esse espaço com mulheres tão grandes é uma honra enorme.
- O Carnaval chegou ao fim e as pessoas sempre têm curiosidade sobre "o outro lado das rainhas". Você trabalha com o que?
Além do Carnaval, eu trabalho na Secretaria de Promoção das Comunidades em Maricá, desenvolvendo projetos sociais voltados especialmente para mulheres, mas também para crianças e famílias. Sou idealizadora do projeto social Samba com Gente, que promove aulas, atividades culturais e rodas de conversa por meio do samba, fortalecendo autoestima, saúde e inclusão para todas as idades. Minha missão vai muito além da Avenida: é usar essa visibilidade para acolher, inspirar, gerar oportunidades e transformar vidas dentro das comunidades.
- Pretende tirar uns dias de descanso após essa maratona de Carnaval?
Sim, pretendo descansar um pouco, porque foi uma maratona intensa física e emocionalmente. Mas também quero aproveitar esse momento para celebrar, estar com a família e com a comunidade. Depois, volto com foco total nos próximos projetos e desafios.
Meu coração está transbordando de felicidade e gratidão. É um sentimento difícil até de explicar, porque não é só uma vitória, é o reconhecimento de um trabalho coletivo, de uma comunidade inteira que sonhou junto. Estou muito feliz por estar festejando ao lado do meu povo, da minha escola e de todos que acreditaram nesse projeto desde o início.
- O que você sentiu na hora do anúncio do título?
Foi uma explosão de emoção. Passa um filme na cabeça: os ensaios, as dificuldades, a superação, cada detalhe preparado com tanto amor. Eu chorei e abracei todo mundo, foi um momento de alívio, orgulho e muita gratidão. A sensação é de missão cumprida.
- Você tem o desejo de seguir no cargo de rainha de bateria da escola?
Sem dúvida. A União de Maricá faz parte da minha história e do meu coração. Ser Rainha dessa comunidade é uma honra imensa. Eu venho da ala de passistas, nasci e fui criada junto ao meu povo, então poder ocupar esse lugar hoje é também representar tantas meninas que sonham em chegar até aqui. Quero continuar honrando minha comunidade, sendo voz, força e inspiração para a minha gente. Se for da vontade da escola, tenho, sim, o desejo de seguir como rainha de bateria, levando essa representatividade para a avenida com muito amor, respeito e responsabilidade.
- Além de rainha você desfilou no abre-alas do Acadêmicos do Salgueiro, que ficou em 4º lugar do Grupo Especial. O coração fica dividido nesse momento?
Não dividido, mas cheio de sentimentos diferentes. O Salgueiro é uma escola que eu amo profundamente e tenho muito orgulho de representar. Claro que todo componente quer o título, mas estar entre as campeãs já é uma grande conquista. E, ao mesmo tempo, viver a vitória da União de Maricá foi algo histórico. Então meu coração estava cheio de amor, de gratidão e de orgulho pelas duas escolas.
- Há grandes nomes no Carnaval carioca, como Viviane Araujo, Sabrina Sato, Mayara Lima e Bianca Monteiro. Você se inspira em algumas delas?
Sim, com certeza. A Viviane Araujo é uma referência histórica, a 'rainha das rainhas', e eu admiro muito a trajetória dela, além de sempre ter sido muito carinhosa comigo. A Sabrina Sato é um exemplo de dedicação e respeito ao Carnaval, entrega total. A Mayara Lima, a Bianca Monteiro e a Evelyn Bastos representam muito a força das rainhas vindas da comunidade, com talento, verdade e muita representatividade. Hoje poder dividir esse espaço com mulheres tão grandes é uma honra enorme.
- O Carnaval chegou ao fim e as pessoas sempre têm curiosidade sobre "o outro lado das rainhas". Você trabalha com o que?
Além do Carnaval, eu trabalho na Secretaria de Promoção das Comunidades em Maricá, desenvolvendo projetos sociais voltados especialmente para mulheres, mas também para crianças e famílias. Sou idealizadora do projeto social Samba com Gente, que promove aulas, atividades culturais e rodas de conversa por meio do samba, fortalecendo autoestima, saúde e inclusão para todas as idades. Minha missão vai muito além da Avenida: é usar essa visibilidade para acolher, inspirar, gerar oportunidades e transformar vidas dentro das comunidades.
- Pretende tirar uns dias de descanso após essa maratona de Carnaval?
Sim, pretendo descansar um pouco, porque foi uma maratona intensa física e emocionalmente. Mas também quero aproveitar esse momento para celebrar, estar com a família e com a comunidade. Depois, volto com foco total nos próximos projetos e desafios.
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