O funkeiro tem cinco filhos e é casado com a influenciadora e empresária Vivi Noronha Reprodução / Redes Sociais
Publicado 03/06/2025 11:33 | Atualizado 03/06/2025 11:35
Rio - Vivi Noronha, mulher do MC Poze do Rodo, afirmou que ela e os amigos foram tratados como 'bandidos' durante a operação da Polícia Civil contra o núcleo financeiro do Comando Vermelho, responsável pela lavagem de mais de R$ 250 milhões, na manhã desta nesta terça-feira (3). No Instagram do marido, a influenciadora e empresária desabafou sobre a situação e fez uma série de questionamentos ao governador Cláudio Castro. 
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"Vivi aqui. Estou sem meu insta vou me comunicar pelo do Marlon (Poze). Hoje, mais uma vez, minha casa foi violada e eu, minha família e amigos fomos tratados como bandidos e tivemos nossa privacidade invadida", iniciou Vivi.
"Alguém acredita que foi por acaso essa operação? Logo no dia que vão soltar o Marlon e um dia depois de eu denunciar as atrocidades que a polícia vem fazendo, o caso do sumiço dos ouros e a humilhação racista e desnecessária a qual eles nos expuseram no dia da prisão do Marlon?", continuou. 
E ela não parou por aí: "Alguém acredita que os vídeos editados que a polícia fez nesses últimos dois dias foram por acaso? Isso faz parte do respeito ao sigilo das investigações?  A polícia do estado do Rio de Janeiro hoje foi usada mais uma vez como um instrumento de perseguição e censura. É a institucionalização do racismo e do preconceito, mas vocês não vão me calar". 
Vivi, então, questionou o governador Cláudio Castro. "É para isso que a polícia do RJ existe? Perseguir trabalhador e favelado? Porque aqui ninguém é bandido", desabafou. "A favela vai se lembrar muito bem das atrocidades e da perseguição que a sua polícia está fazendo com o povo da periferia. Sendo bandido ou não, o tratamento de vocês com o favelado é sempre esse! Vocês não vão calar a gente. Vamos mostrar o poder que a favela tem", finalizou. 
Entenda
Agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Vivi e Poze, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, em outros pontos do Rio e também em São Paulo, nesta terça, em uma operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. 
De acordo com as autoridades, Vivi Noronha e sua empresa figuram como beneficiárias diretas de recursos da facção, recebidos por meio de pessoas interpostas (“laranjas”) com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro. As análises financeiras apontam que valores provenientes do tráfico de drogas e de operadores da lavagem de capitais do CV foram canalizados para contas bancárias ligadas à mulher, que passou a ser um dos focos centrais do inquérito.

A posição dela, segundo os agentes, na estrutura criminosa é simbólica, pois representa o elo entre o tráfico e o universo do consumo digital, "conferindo aparente legitimidade a valores oriundos do crime organizado e ampliando o alcance da narcocultura nas redes sociais". 
Marido de Vivi, o cantor Marlon Brandon Coelho Couto, o MC Poze do Rodo, foi preso na última quinta-feira (29), por apologia ao crime e suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Os agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) o encontraram em casa. Nesta segunda (2), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu um habeas corpus ao funkeiro.
 
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