Publicado 30/07/2025 16:29 | Atualizado 30/07/2025 17:28
Rio - No episódio que encerra a segunda temporada do programa Não era só mais um Silva, exibido neste sábado (2) pela TV Globo, Claudia Ohana e João Vitor Silva abriram o coração ao revisitar lugares marcantes de suas trajetórias pessoais e profissionais. Em um reencontro sensível com suas origens, os dois artistas compartilharam lembranças que revelam não apenas o início de suas carreiras, mas também momentos decisivos de superação, perdas e descobertas.
PublicidadeClaudia Ohana voltou a Niterói, cidade onde cresceu, e reviveu o impacto da morte da mãe, acontecimento que marcou sua adolescência e impulsionou sua entrada no mundo artístico. “Quando eu era bem pequena já fazia showzinho dublando, cantando, me maquiava toda, me vestia de princesa. Sempre tive um lado lúdico. Depois que minha mãe morreu, eu tinha 15, 16 anos, comecei a batalhar para trabalhar no cinema. Eu ligava para todas as produções de filmes do momento para tentar fazer teste de elenco. E assim, fiz figuração, curta-metragem, até conquistar minha primeira protagonista no cinema. Depois veio a televisão e, com a TV, o teatro”, contou a atriz, comovida.
Durante a visita à antiga escola, localizada no bairro de Icaraí, Claudia encontrou boletins antigos, relembrou fotos da infância e refletiu sobre o próprio desempenho escolar. “Esse programa está mexendo comigo”, disse, emocionada. Em tom bem-humorado, completou: “Eu era da turma do meio, acho que quero voltar a estudar pra ser da turma do fundão”.
Já João Vitor Silva, nascido no Morro Dona Marta, na Zona Sul do Rio, fez um retorno à comunidade onde passou boa parte da infância. Filho de nordestinos e o décimo entre onze irmãos, ele destacou a importância da escola e da família como base para sua formação artística e pessoal. “Foi a escola que me ajudou a entender as relações humanas. Foi onde aprendi sobre empatia, desigualdade, solidariedade. Eu tinha aula de dança, música, cinema. Foi na escola onde aprendi os primeiros conceitos do teatro, onde fiz minha primeira apresentação e depois voltei como professor para dar aula para os mais novos.”
O ator também destacou os sacrifícios feitos pelos pais para apoiar sua carreira desde cedo. “Quando comecei a carreira, minha mãe precisou abandonar tudo para me acompanhar, e meu pai precisou duplicar o trabalho para compensar a renda. Quando você vê esses movimentos e vê que dá certo, você entende que o Silva não é só sinônimo de batalha, é sinônimo de vitória”, declarou.
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