Publicado 08/08/2025 16:21 | Atualizado 08/08/2025 16:42
Rio - Dudu Nobre se manifestou sobre a morte de Arlindo Cruz, aos 66 anos, ocorrida nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro. O cantor, visivelmente abalado, relembrou a relação próxima com o sambista e prestou homenagem à trajetória do amigo, considerado um dos maiores nomes da história do samba.
"É um grande mestre, é um grande gênio. Acho que a gente teve o privilégio de viver no mesmo tempo que o Arlindo Cruz. Poder ver tanta genialidade, tanta musicalidade, tanta brasilidade" afirmou Dudu em entrevista ao Globo News.
Publicidade"É um grande mestre, é um grande gênio. Acho que a gente teve o privilégio de viver no mesmo tempo que o Arlindo Cruz. Poder ver tanta genialidade, tanta musicalidade, tanta brasilidade" afirmou Dudu em entrevista ao Globo News.
Dudu e Arlindo mantinham uma amizade de longa data. Ao longo dos anos, Dudu acompanhou de perto a saúde de Arlindo, especialmente após o AVC sofrido pelo artista em 2017. "Eu tive esse privilégio de conviver com o Arlindo desde muito jovem, desde muito garoto. Conheço o Arlindo desde quando eu me entendo por gente. Com cinco, seis anos de idade, o Arlindo me ensinou a trocar cordas no meu cavaquinho e afinar ele", relembrou.
"Inspirou e aconselhou muito a gente. Depois teve um reconhecimento fantástico de toda a mídia e toda a música brasileira reconheceu o grande talento. E hoje é um dia muito triste para todos nós", lamentou.
O sambista também destacou a força de Arlindo nos últimos anos, durante o longo processo de tratamento e recuperação. "A gente que estava acompanhando, sempre falando com a família: Babi, Flora e Arlindinho, a gente estava vendo realmente que estava uma luta muito dura. O Arlindo mostrou até o final que ele era uma fortaleza. E hoje o nosso guerreiro descansou", lamentou.
Dudu relembrou, ainda, a genialidade de Arlindo como compositor e instrumentista, ressaltando sua versatilidade e a contribuição para diversos estilos dentro do samba. "Ele era um compositor fenomenal. Um cara que... talvez o mais difícil para nós, compositores, músicos, cantores, é quando a gente alcança uma visibilidade, um sucesso, e manter a nossa produção. [...] O Arlindo, não. Ele pegava e ficava ali e fazia, conseguia estar fazendo sempre música nova, música de qualidade."
Segundo ele, o amigo transitou com maestria entre o samba de partido alto, o pagode romântico e o samba-enredo. “Fez uma carreira fantástica. E aquilo, musicalmente falando, era um gênio. Um cara que começou tocando seu cavaquinho com o mestre Marçal, Candeia, e que depois virou esse grande compositor que tinha esse dom. Era um dom da melodia, mas também da letra. Você vê que ele falava de amor de uma maneira muito, muito singular, uma maneira que não ficava piegas”, analisou.
"Foi fantástico e sempre respeitando o samba. Eu tive o prazer de fazer algumas músicas com o Arlindo, de fazer samba-enredo, de fazer duas músicas, uma inclusive que eu gravei. Então, poxa, pra mim, assim, é muito triste esse momento. Mas é aquilo: acho que o nosso guerreiro, ele descansou depois de uma batalha, de uma guerra tão intensa que ele viveu aí", concluiu Dudu, visivelmente abalado.
"Inspirou e aconselhou muito a gente. Depois teve um reconhecimento fantástico de toda a mídia e toda a música brasileira reconheceu o grande talento. E hoje é um dia muito triste para todos nós", lamentou.
O sambista também destacou a força de Arlindo nos últimos anos, durante o longo processo de tratamento e recuperação. "A gente que estava acompanhando, sempre falando com a família: Babi, Flora e Arlindinho, a gente estava vendo realmente que estava uma luta muito dura. O Arlindo mostrou até o final que ele era uma fortaleza. E hoje o nosso guerreiro descansou", lamentou.
Dudu relembrou, ainda, a genialidade de Arlindo como compositor e instrumentista, ressaltando sua versatilidade e a contribuição para diversos estilos dentro do samba. "Ele era um compositor fenomenal. Um cara que... talvez o mais difícil para nós, compositores, músicos, cantores, é quando a gente alcança uma visibilidade, um sucesso, e manter a nossa produção. [...] O Arlindo, não. Ele pegava e ficava ali e fazia, conseguia estar fazendo sempre música nova, música de qualidade."
Segundo ele, o amigo transitou com maestria entre o samba de partido alto, o pagode romântico e o samba-enredo. “Fez uma carreira fantástica. E aquilo, musicalmente falando, era um gênio. Um cara que começou tocando seu cavaquinho com o mestre Marçal, Candeia, e que depois virou esse grande compositor que tinha esse dom. Era um dom da melodia, mas também da letra. Você vê que ele falava de amor de uma maneira muito, muito singular, uma maneira que não ficava piegas”, analisou.
"Foi fantástico e sempre respeitando o samba. Eu tive o prazer de fazer algumas músicas com o Arlindo, de fazer samba-enredo, de fazer duas músicas, uma inclusive que eu gravei. Então, poxa, pra mim, assim, é muito triste esse momento. Mas é aquilo: acho que o nosso guerreiro, ele descansou depois de uma batalha, de uma guerra tão intensa que ele viveu aí", concluiu Dudu, visivelmente abalado.
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