Publicado 29/10/2025 15:08
Rio - Fábio Assunção compartilhou no podcast "Tantos Tempos" uma análise profunda sobre o período em que enfrentou a dependência química. O ator contou que sua vida começou a desmoronar por volta dos 30 anos, quando sentiu o impacto do excesso de trabalho e da pressão constante.
Publicidade"Foi um cansaço, um envelhecimento. Eu precisava parar. Foi um boicote. Eu precisava parar naquele movimento para me abastecer de outras coisas. Eu estava esgotado. Eu fiquei dez anos dentro de um estúdio trabalhando. Eu cheguei aos 30 exausto. Ali, eu fiquei velho, sabe? Eu virei um bebê. Tive que reaprender tudo: a andar, a falar, a lidar com meus horários", relatou.
Com o passar dos anos, Fábio contou que passou a ver sua trajetória com mais clareza e maturidade. "Olhando hoje, de fora, eu acho a vida linda, porque ela sempre te dá possibilidades de você não desistir, ser resiliente, ressignificar sua velhice, sua juventude. A gente é livre. Eu posso ter o pensamento que eu quiser”, afirmou.
Ele explicou que o processo de recuperação o levou a enxergar sua vida de forma mais ampla. “É bonito você entrar por um processo de adoecimento da sua alma, porque não é um produto que faz você ficar dependente, mas é o espaço que aquilo ocupa na sua vida, como também é maravilhoso descobrir que existem várias portas de saída. A vida é uma transformação. Eu nunca deixei de estar em transformação”.
Família e novos caminhos ajudaram na recuperação
Fábio destacou que o apoio familiar e a busca por novas experiências tiveram papel essencial em sua reestruturação pessoal. Pai de três filhos, ele afirmou que encontrou na convivência com eles uma fonte constante de aprendizado.
"Então eu tenho três filhos, com cada um é assunto. Tudo é uma forma de ensinamento. Acho que isso é não ficar velho. Ficar velho é desistir. Eu sei o que é, temporariamente, eu desisti. Por isso eu disse que fiquei velho naquele momento, eu desisti. Ainda que depois eu tenha retomado o fôlego. A diferença é essa: você achar que hoje, coisas vão acontecer. A gente está pulsando coisas”, disse.
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