Cantor Filipe Ret Reprodução
Publicado 31/10/2025 15:21
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito para investigar o cantor Filipe Ret, após uma denúncia apresentada pela vereadora Amanda Vettorazzo (União), autora da chamada Lei Anti-Oruam. A denúncia se refere à apresentação do artista no festival The Town, em setembro, quando ele pediu a liberdade do rapper Oruam, que estava preso no Rio de Janeiro na época.
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Em nota, nesta sexta-feira (31), a assessoria do MPSP informou que existe uma representação em sigilo, protocolada em 16 de setembro, “e está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça Criminal de Santo Amaro”.
A vereadora justificou o pedido de investigação afirmando que o discurso de Filipe Ret representaria apologia ao crime organizado.

“Ele veio aqui na cidade de São Paulo, num espaço público, no autódromo, pedir a liberdade do faccionado do Comando Vermelho, Oruam. Nenhum cantor, nenhum rapper, nenhum MC, ninguém vai vir na minha cidade para pedir liberdade para nenhum traficante ou para alguém que tenha ligação com o Comando Vermelho ou algum crime organizado”, disse.

Vettorazzo afirmou ainda que espera que o caso sirva de exemplo e reforçou que não pretende permitir manifestações públicas que, segundo ela, normalizem o crime.

“Quem faz apologia, quem fala e mexe nos imaginários das nossas crianças e jovens tem sangue nas mãos também e tem que ser procurado pela Justiça”, completou.

Até o momento, Filipe Ret e sua equipe não se manifestaram publicamente sobre o inquérito.
Oruam foi solto em setembro
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, foi solto da Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, no dia 29 de setembro. O artista estava preso desde o dia 22 de julho, quando se entregou à polícia, um dia após se envolver em uma confusão com agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE) em sua casa.
Ele faz uso de tornozeleira eletrônica, deve se apresentar mensalmente à Justiça do Rio e mais restrições.. O cantor está proibido de sair de casa entre 20h e 6h, não pode se aproximar do menor Piu, adolescente apontado como membro do Comando Vermelho e envolvido no processo que levou o rapper à prisão e está proibido de visitar o Complexo do Alemão e outras áreas de risco.
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