Publicado 26/11/2025 09:49 | Atualizado 26/11/2025 09:50
Rio - Gabriel Leone prepara a chegada de seu primeiro disco após anos de trajetória na atuação. O álbum "Minhas Lágrimas" tem lançamento marcado para 5 de dezembro. Nesta terça-feira (25), o artista foi entrevistado no "Conversa com Bial", atração comandada pelo jornalista Pedro Bial. No programa, o artista detalhou a hesitação que precedeu o projeto e a mudança de perspectiva que ocorreu neste ano.
Publicidade"Já compus algumas coisas, sim, mas sou tão crítico, chato com música. A música, para mim, é um negócio tão caro que eu sempre tive essa ideia de quando fosse fazer alguma coisa, queria fazer algo que eu botasse na minha vitrola e escutasse com muito orgulho, sabe? Falando assim: ‘Esse era um disco que se não fosse meu, eu compraria. Iria atrás para ter na minha coleção'", disse.
A inspiração para o nome do disco nasceu a partir de uma referência à obra de Caetano Veloso, especialmente o álbum "Cê", de 2006, fonte declarada do título do novo trabalho.
Durante a entrevista, o ator reforçou o momento de inflexão que permitiu tirar o plano do campo das ideias e levá-lo à produção concreta: "Eu sempre ficava empurrando a barriga nesse lugar. Tipo: quando for compor, vou parar um tempo da minha vida para me dedicar a isso e tal. E eu sempre ficava nesse lugar. E aí, esse ano, uma coisa mexeu comigo, assim, sabe? Teve uma grande virada para mim. Eu falei: dá para ser autoral, não necessariamente com composições minhas. E aí, isso começou a me estimular. E eu falei: dá para ser autoral, não necessariamente com composições minhas."
A relação de Leone com a música remonta à infância, nutrida pelo convívio com a memória afetiva dos instrumentos e do acervo familiar. Ele descreveu a influência materna,um violão que permaneceu como herança simbólica, e o impacto visual da coleção de discos paterna, guardada com rigor quase museológico.
“Na época, ela começou a aprender a tocar com revistinha (de notas de música). Largou de mão e desistiu. Mas carregou ele intacto, praticamente intacto, intocável ali. Intocável em todos os sentidos da palavra. E seguiu com ela o objeto. E a coleção de discos do meu pai era um objeto raro, um tesouro, e ele tinha um apreço, tudo muito bem cuidado. Lembro que tinham umas capas que eu olhava e até me assustavam. Elas eram impactantes, imponentes. Mas a gente não tinha mais o toca-discos. Anos depois achei um toca-discos na casa de uma tia minha, levei para casa e falei: ‘pai, agora temos onde escutar’. E aí, isso começou a me estimular.”
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