Publicado 26/03/2026 16:16
Rio - Larissa Manoela, de 25 anos, usou sua experiência pessoal para chamar a atenção de mulheres que convivem com dores recorrentes sem saber a causa. Diagnosticada com endometriose, a atriz reforçou a necessidade de procurar avaliação médica diante de sintomas que muitas vezes são normalizados, como cólicas intensas.
Ela contou que começou a sentir dores ainda na adolescência, em um nível que impactava até sua rotina profissional. Na época, acreditava que aquele desconforto fazia parte do comum. O susto veio com o diagnóstico. "Quando recebi o diagnóstico, eu fiquei muito assustada, até porque há anos atrás, quando uma mulher era diagnosticada com endometriose, a chance dela ter filho era quase nenhuma. Isso me assustou muito, porque o meu maior sonho é ser mãe. Durante a minha adolescência, eu sofri com muitas dores e com muita cólica. Eu conversava com as minhas amigas e eu achava que minha dor era normal", disse. Assista:
PublicidadeEla contou que começou a sentir dores ainda na adolescência, em um nível que impactava até sua rotina profissional. Na época, acreditava que aquele desconforto fazia parte do comum. O susto veio com o diagnóstico. "Quando recebi o diagnóstico, eu fiquei muito assustada, até porque há anos atrás, quando uma mulher era diagnosticada com endometriose, a chance dela ter filho era quase nenhuma. Isso me assustou muito, porque o meu maior sonho é ser mãe. Durante a minha adolescência, eu sofri com muitas dores e com muita cólica. Eu conversava com as minhas amigas e eu achava que minha dor era normal", disse. Assista:
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A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o útero cresce em outras regiões do corpo, provocando inflamação e dor. A condição pode atingir entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e, em alguns casos, está associada à infertilidade.
O diagnóstico de Larissa aconteceu há seis anos. Desde então, ela segue em tratamento e não precisou passar por cirurgia. A atriz afirmou que decidiu tornar pública sua experiência para ampliar o acesso à informação sobre a doença, especialmente entre mulheres mais jovens. "A gente vê que talvez a nossa dor, ela é só mais uma dorzinha, mas não. A gente precisa se ouvir, a gente precisa ouvir o nosso corpo e os sinais que a gente vai dando. Então, eu resolvi usar a minha voz para poder falar sobre essa doença e levar informação para mulheres jovens que precisam entender o que é a endometriose", afirmou.
Ela mantém acompanhamento médico regular, com consultas semestrais, e disse que segue confiante na possibilidade de engravidar no futuro. Segundo Larissa, cada caso deve ser analisado de forma individual, já que existem diferentes abordagens de tratamento, que vão desde mudanças no estilo de vida até o uso de medicamentos e, em algumas situações, cirurgia. "Eu quero muito ser mãe. Então, é importante que você saiba que você é a única, que o seu caso também é único e que você precisa de um acompanhamento médico específico para entender se o seu caso é cirúrgico ou não. O meu caso de imediato não foi. Quem sabe no futuro eu venho a precisar. Existem outras maneiras de você controlar a doença, como exercícios físicos, mudança de hábito, alimentação, nutrição e também medicamentos. Então, procure um especialista, fale com as pessoas próximas a você e busque informação", orientou.
A atriz também reforçou a importância de iniciativas como o Março Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre a endometriose. No Brasil, a estimativa é de que cerca de 8 milhões de mulheres convivam com a condição. Em todo o mundo, o número ultrapassa 190 milhões, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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