Kevin O ChrisAllan França / Divulgação
Publicado 12/04/2026 05:00
Rio - Conhecido por sucessos como "Evoluiu", "Ela É do Tipo" e "Tá OK", Kevin O Chris vive uma fase movimentada na carreira, com novos lançamentos e parcerias. Em bate-papo com o MEIA HORA, o artista aborda a trajetória no funk, os desafios do gênero e os próximos passos em uma fase que define como de crescimento e consolidação. O cantor, ainda, fala sobre a transformação física depois de perder cerca de 40 kg. Confira a entrevista! 
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- Kevin, você vem de uma trajetória que levou o funk das comunidades do Rio para o mundo; olhando pra esse caminho, que virada foi decisiva pra você entender que o seu som podia ultrapassar fronteiras?
Quando vi a galera de fora cantando minhas músicas, mesmo sem falar português, ali caiu a ficha. Foi quando entendi que o som da favela podia chegar em qualquer lugar.
- O funk 150 BPM virou uma marca forte do seu trabalho; como você enxerga a evolução desse estilo hoje dentro e fora do Brasil?
O 150 BPM é muita energia. Hoje você vê o estilo sendo tocado e remixado no mundo todo. E a gente segue inovando pra manter o movimento vivo.
- Seus números impressionam, com bilhões de streams e presença em playlists internacionais; o que você acredita que faz o seu som se conectar com públicos tão diferentes?
A verdade nas músicas. Falo de vivência, de alegria, de superação. Isso conecta com qualquer pessoa, em qualquer lugar.
- Você sempre soube equilibrar o lado artístico com decisões estratégicas de carreira; em que momento você percebeu que precisava pensar o Kevin como marca, além da música?
Quando entendi que não era só sobre hit, mas sobre representar muita gente. Aí comecei a pensar minha carreira de forma mais estratégica.
- A sua transformação física, com mais de 40 kg a menos, chamou atenção do público; o que motivou essa mudança e como ela impactou sua rotina e sua relação com o trabalho?
Foi pela saúde. Hoje tenho mais disposição pra rotina intensa de shows e viagens. Mudou completamente meu dia a dia.
- Depois dessa mudança, o que mais mudou na sua mentalidade como artista e como pessoa?
Mais foco e disciplina. Passei a enxergar tudo com mais clareza e vontade de ir ainda mais longe.
- O funk vive um momento de expansão global, mas também enfrenta preconceitos antigos; como você lida com esse contraste entre reconhecimento internacional e os desafios dentro do próprio Brasil?
A gente vai na raça, né? O funk sempre enfrentou isso. Lá fora já existe muito respeito, e aqui a gente continua trabalhando pra conquistar cada vez mais espaço. É trabalho e fé.
- Com tantos projetos novos chegando, o que você quer que as pessoas sintam ou entendam sobre você nessa nova fase da sua carreira?
Quero que sintam evolução, mas sem perder a essência. É o mesmo Kevin raiz, só que mais forte.
- Você tem mencionado novos projetos; o que pode adiantar sobre esses trabalhos e o que eles representam nesse momento da sua carreira?
Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Acabei de lançar “Gaveta”, com o Matheus Fernandes e o DJ Matheus Alves. Estou com ‘Biquini Cavadinho”, música autoral minha, performando bem no charts. Colaborei em projetos do João Gomes e do Dennis DJ, parcerias bem importantes. Fora isso, fui indicado ao Prêmio BTG da Música Brasileira, que é um reconhecimento muito importante. É uma fase de expansão, de testar, crescer e levar o funk cada vez mais longe.
 
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