Publicado 04/05/2026 09:23 | Atualizado 04/05/2026 11:46
Rio - A disputa em torno do legado de Elis Regina (1945 -1982) ganhou novos contornos após uma entrevista recente de João Marcello Bôscoli, que trouxe à tona não apenas divergências profissionais, mas relatos pessoais até então pouco expostos. Durante participação no projeto "Prosa no Fino", do jornalista Julio Maria, João respondeu às críticas feitas por Cesar Camargo Mariano, ex-marido e ex-produtor da cantora.
“Eu sou uma criança que foi abandonada depois da morte da mãe em casa. Quando ele foi buscar os filhos dele, eu não estava em casa. Eu perdi minha mãe em uma terça e perdi minha família inteira na quinta”, afirmou. Em outro momento, ele sugeriu motivação financeira nas críticas: “Se ele quer dinheiro, faça em silêncio, não atrapalha a vida da minha mãe e nem a minha”.
A fala chamou atenção por expor a relação familiar entre os dois. João Marcello é filho de Elis com o produtor Ronaldo Bôscoli. Já Cesar Camargo Mariano foi marido da cantora depois disso e é pai de dois outros filhos de Elis: Maria Rita e Pedro Mariano. Ou seja, Cesar não é pai de João, mas foi seu padrasto durante parte da infância.
A tensão atual começou por causa do relançamento do álbum “Elis” (1973), um dos trabalhos mais conhecidos da cantora. O projeto foi liderado por João Marcello e trouxe uma nova versão do disco, com remixagem e masterização atualizadas, prática comum na indústria para adaptar gravações antigas aos padrões contemporâneos de som.
Cesar, que foi responsável pelos arranjos originais do álbum e acompanhou Elis na época, não aprovou o resultado. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que ouviu o material “com tristeza” e disse que o trabalho original foi “jogado no lixo”. Ele também apontou mudanças específicas nas músicas e chegou a enviar uma notificação extrajudicial à Universal Music Brasil, responsável pelo lançamento.
Na entrevista, João Marcello também criticou a forma como o músico tornou a questão pública. “Se você acredita que existe algo de direito que foi ferido, você manda uma notificação. Esse show público fingindo que é discreto é ruim para tudo, para a família, para os negócios”, disse. Ele ainda completou: “Eu tenho dois filhos, eu preferia morrer do que dar um desgosto pros meus filhos”.
Apesar do tom duro, o produtor reforçou que o projeto não substitui o original. “Nós vamos manter os álbuns originais sempre, mas a gente não vai parar”, afirmou, indicando que novas releituras da obra de Elis devem continuar sendo feitas.
A nova versão do disco foi disponibilizada com o aval dos herdeiros da cantora — os três filhos, incluindo Maria Rita e Pedro Mariano. Ainda assim, a repercussão dividiu opiniões entre fãs, músicos e produtores, entre quem defende a preservação das gravações originais e quem vê espaço para atualizações.
Mesmo em meio à polêmica, João Marcello adiantou que outros projetos estão em andamento, incluindo uma faixa que ainda será lançada e que pode trazer, com uso de tecnologia, a participação do pianista Herbie Hancock.
Publicidade“Eu sou uma criança que foi abandonada depois da morte da mãe em casa. Quando ele foi buscar os filhos dele, eu não estava em casa. Eu perdi minha mãe em uma terça e perdi minha família inteira na quinta”, afirmou. Em outro momento, ele sugeriu motivação financeira nas críticas: “Se ele quer dinheiro, faça em silêncio, não atrapalha a vida da minha mãe e nem a minha”.
A fala chamou atenção por expor a relação familiar entre os dois. João Marcello é filho de Elis com o produtor Ronaldo Bôscoli. Já Cesar Camargo Mariano foi marido da cantora depois disso e é pai de dois outros filhos de Elis: Maria Rita e Pedro Mariano. Ou seja, Cesar não é pai de João, mas foi seu padrasto durante parte da infância.
A tensão atual começou por causa do relançamento do álbum “Elis” (1973), um dos trabalhos mais conhecidos da cantora. O projeto foi liderado por João Marcello e trouxe uma nova versão do disco, com remixagem e masterização atualizadas, prática comum na indústria para adaptar gravações antigas aos padrões contemporâneos de som.
Cesar, que foi responsável pelos arranjos originais do álbum e acompanhou Elis na época, não aprovou o resultado. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que ouviu o material “com tristeza” e disse que o trabalho original foi “jogado no lixo”. Ele também apontou mudanças específicas nas músicas e chegou a enviar uma notificação extrajudicial à Universal Music Brasil, responsável pelo lançamento.
Na entrevista, João Marcello também criticou a forma como o músico tornou a questão pública. “Se você acredita que existe algo de direito que foi ferido, você manda uma notificação. Esse show público fingindo que é discreto é ruim para tudo, para a família, para os negócios”, disse. Ele ainda completou: “Eu tenho dois filhos, eu preferia morrer do que dar um desgosto pros meus filhos”.
Apesar do tom duro, o produtor reforçou que o projeto não substitui o original. “Nós vamos manter os álbuns originais sempre, mas a gente não vai parar”, afirmou, indicando que novas releituras da obra de Elis devem continuar sendo feitas.
A nova versão do disco foi disponibilizada com o aval dos herdeiros da cantora — os três filhos, incluindo Maria Rita e Pedro Mariano. Ainda assim, a repercussão dividiu opiniões entre fãs, músicos e produtores, entre quem defende a preservação das gravações originais e quem vê espaço para atualizações.
Mesmo em meio à polêmica, João Marcello adiantou que outros projetos estão em andamento, incluindo uma faixa que ainda será lançada e que pode trazer, com uso de tecnologia, a participação do pianista Herbie Hancock.
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