Publicado 07/05/2026 08:15 | Atualizado 07/05/2026 10:07
Rio - O cantor Ed Motta, de 54 anos, se envolveu em uma confusão em um restaurante na Zona Sul do Rio, depois de supostamente se aborrecer com a cobrança de uma taxa. O episódio terminou com o artista jogando uma cadeira para o alto e teve, ainda, agressões físicas e morais. A Polícia Civil investiga o caso.
PublicidadeDe acordo com restaurante Grado, Ed estava acompanhado de duas pessoas no momento da confusão. "Um grupo de clientes composto por Eduardo Motta (Ed Motta), Diogo Coutinho do Couto (proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta) e um terceiro indivíduo, até o momento identificado como seu primo, protagonizou episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local", informou o restaurante em nota enviada ao jornal "O Globo".
Após a negativa da retirada da taxa de rolha, cobrada quando o cliente leva seu próprio vinho de casa, o grupo teria provocado a equipe e as "agressões incluíram xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada". Logo depois, Ed foi acusado pelo estabelecimento de arremessar uma cadeira "contra um garçom que se encontrava de costas".
Além disso, também de acordo com o restaurante, "um esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos, fazendo com que a situação escalasse e as agressões passassem a atingir também esses clientes. Um deles, que estava sentado, recebeu um soco e, ao se dirigir à saída, teve uma garrafa de vinho, tamanho magnum, intencionalmente arremessada contra sua cabeça, causando sangramento imediato". Os agressores deixaram o local antes da polícia chegar.
Ed reconheceu que se descontrolou, mas negou que tenha arremessado a cadeira em direção ao garçom. "Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais". O músico explicou, ainda, que, após jogar a cadeira no chão, deixou o restaurante. "Depois que eu fui embora, fiquei sabendo que quando a minha mesa foi pedir desculpas à mesa ao lado, esta mesa começou a ofender a minha... Então, começou uma confusão entre eles. Foram as pessoas na mesa ao lado que ofenderam meus amigos, inclusive com ofensas homofóbicas, chamando meu amigo de "viado", e xenofóbicas, mandando ele voltar para a Arábia".
Procurada pela reportagem de O DIA, a Polícia Civil informou que investiga o episódio. "O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea). Agentes analisam imagens de câmera de segurança e realizam outras diligências para apurar os fatos", disse a corporação.
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