Publicado 18/05/2026 10:19
Rio - Rafa Kalimann falou sobre o documentário "Tempo para Amar", disponível no GNT e Globoplay, em entrevista ao "Fantástico", exibida neste domingo (17). A influenciadora e atriz disse que a ideia do projeto nasceu quando percebeu que a experiência emocional da gestação era muito diferente da imagem que costumava ver socialmente. Segundo a atriz, o impulso inicial foi registrar o que estava acontecendo com ela sem saber ainda se aquilo iria ao ar.
PublicidadeRafa contou que começou a gravar já no fim da gestação, quando a barriga estava grande, mas o desejo de documentar surgiu por volta do quinto mês. Foi nesse período que ela se deu conta de que, embora sempre tivesse sonhado em ser mãe e convivido com mulheres grávidas, nunca havia acessado de verdade o lado íntimo e emocional desse processo.
Ela disse que passou a estudar, ler relatos e buscar conversas para entender aquilo que sentia, mas ainda assim percebia uma distância entre ver e viver. "Eu tinha muita sede de falar para as pessoas o que é uma maternidade real, sem máscara, sem vender uma romantização", afirmou. "Existe muito amor na maternidade, é realmente muito amor, mas é muito romantizado a maioria das vezes".
Com o tempo, a ideia foi ganhando forma. Rafa explicou que o projeto só faria sentido se ela estivesse disposta a mostrar a vivência real, sem maquiar frustrações, medos e vulnerabilidades. A decisão de tornar o material público veio da percepção de que outras mulheres poderiam se reconhecer naquilo que ela mesma achava difícil nomear. "Eu por muitas vezes me vi sozinha naquele sentimento porque eu achava que outras mulheres não sentiam aquilo", disse. Até hoje esse sentir segue em processo. "Ainda não consigo dar nome".
O parto da filha, Zuza, também foi um dos pontos mais sensíveis da entrevista. Rafa contou que passou meses se preparando para um parto natural e idealizou esse caminho ao longo de toda a gravidez. Quando precisou realizar uma cesárea, sentiu frustração. "Meu parto, no primeiro momento, me gerou muita frustração". Com o tempo, porém, começou a elaborar a experiência de outro jeito. "Você começa a entender que é só uma via de parto", relatou, ressaltando que o mais importante foi a filha ter chegado ao mundo com saúde. A bebê nasceu com 4,085 quilos e 50 centímetros.
Com o tempo, a ideia foi ganhando forma. Rafa explicou que o projeto só faria sentido se ela estivesse disposta a mostrar a vivência real, sem maquiar frustrações, medos e vulnerabilidades. A decisão de tornar o material público veio da percepção de que outras mulheres poderiam se reconhecer naquilo que ela mesma achava difícil nomear. "Eu por muitas vezes me vi sozinha naquele sentimento porque eu achava que outras mulheres não sentiam aquilo", disse. Até hoje esse sentir segue em processo. "Ainda não consigo dar nome".
O parto da filha, Zuza, também foi um dos pontos mais sensíveis da entrevista. Rafa contou que passou meses se preparando para um parto natural e idealizou esse caminho ao longo de toda a gravidez. Quando precisou realizar uma cesárea, sentiu frustração. "Meu parto, no primeiro momento, me gerou muita frustração". Com o tempo, porém, começou a elaborar a experiência de outro jeito. "Você começa a entender que é só uma via de parto", relatou, ressaltando que o mais importante foi a filha ter chegado ao mundo com saúde. A bebê nasceu com 4,085 quilos e 50 centímetros.
Depressão
A atriz também falou sobre a depressão. Diagnosticada há seis anos, ela disse que quadro se aprofundou em 2024, quando ela viveu uma perda gestacional. Foi a partir daí que entrou em tratamento psiquiátrico e passou a usar medicação. "Nenhuma mulher está preparada para passar por uma perda gestacional".
Na nova gravidez, esse medo retornou com força, especialmente nos três primeiros meses. Rafa contou que se tornou muito receosa, teve noites sem dormir e mandava mensagens diárias para a médica tentando confirmar se estava tudo bem. "Isso fica na gente, é impossível não ficar".
A filha foi planejada. Rafa contou que ela e Nattan decidiram tentar um filho poucas semanas depois de começarem a relação. Segundo a atriz, os dois fizeram exames e imaginavam que demoraria um pouco mais, mas a gravidez aconteceu rápido. A decisão, porém, não impediu que o casal atravessasse dificuldades durante a gestação.
A filha foi planejada. Rafa contou que ela e Nattan decidiram tentar um filho poucas semanas depois de começarem a relação. Segundo a atriz, os dois fizeram exames e imaginavam que demoraria um pouco mais, mas a gravidez aconteceu rápido. A decisão, porém, não impediu que o casal atravessasse dificuldades durante a gestação.
Sentimento de solidão durante a gestação
Um dos pontos conversados na entrevista foi justamente a forma como Rafa descreveu a solidão que sentiu mesmo dentro de casa, cercada de gente e acompanhada pelo parceiro. Ela comentou que sempre teve dificuldade de pedir ajuda na vida e que, na gravidez, esse isso ficou ainda mais forte. Ao mesmo tempo, pesava sobre ela a expectativa de viver aquele momento em plenitude, com graça e felicidade.
Segundo Rafa, existe receio de verbalizar que nem tudo está bem, porque a maternidade ainda é cercada de uma idealização que empurra as mulheres para a culpa. A influenciadora também adiantou que os episódios seguintes do documentário tratam do puerpério e do retorno ao trabalho, fase em que, segundo ela, muitos outros conflitos aparecem.
Quando falou da relação com Nattan, Rafa explicou que os dois se sentiram isolados mesmo vivendo a mesma casa e a mesma espera. De acordo com ela, o problema era que ele seguia sendo quem sempre foi, enquanto ela atravessava uma avalanche hormonal e emocional que mudava tudo.
Quando falou da relação com Nattan, Rafa explicou que os dois se sentiram isolados mesmo vivendo a mesma casa e a mesma espera. De acordo com ela, o problema era que ele seguia sendo quem sempre foi, enquanto ela atravessava uma avalanche hormonal e emocional que mudava tudo.
"Eu esperava um pouco mais", disse Kalimann, ao explicar que queria dele "um estado de presença mais profundo do que o normal". Ainda assim, afirmou que o cantor tinha interesse em entender o que ela sentia e também estava vivendo, pela primeira vez, o impacto da paternidade. "Foi um desafio para nós, muito conversado, muito dialogado", resumiu.
'Não existe maternidade só da mulher'
Rafa contou ainda que a redução de agenda no fim da gravidez e no puerpério foi uma escolha conjunta. Ela decidiu ficar em casa nesse período, enquanto Nattan seguiu trabalhando. A atriz fez questão de frisar que os dois são jovens, estão começando uma vida em comum e precisam trabalhar. Segundo ela, tudo foi conversado e isso não impediu erros ou frustrações, mas ajudou o casal a construir o processo junto. "Não existe um relacionamento redondo, perfeito, pronto, preparado".
Rafa contou ainda que a redução de agenda no fim da gravidez e no puerpério foi uma escolha conjunta. Ela decidiu ficar em casa nesse período, enquanto Nattan seguiu trabalhando. A atriz fez questão de frisar que os dois são jovens, estão começando uma vida em comum e precisam trabalhar. Segundo ela, tudo foi conversado e isso não impediu erros ou frustrações, mas ajudou o casal a construir o processo junto. "Não existe um relacionamento redondo, perfeito, pronto, preparado".
A atriz também disse que quis falar diretamente aos homens. Rafa acredita que existe uma dificuldade masculina de entender que a paternidade começa desde o teste positivo, e não só quando o bebê já nasceu. "Não existe maternidade só da mulher. Não existe a gestação, a gravidez só da mulher. A gravidez é da família, é uma parceria", afirmou. Ao longo da entrevista, ela argumenta que muitos homens demoram mais para 'ter a ficha caída' porque não passam pela dimensão hormonal e física da experiência, mas precisam ser chamados para o centro da conversa, inclusive para reconhecer que podem não saber como agir.
Opiniões divididas
Sobre a repercussão do projeto, Rafa disse que já esperava opiniões divergentes porque, na visão dela, a sociedade ainda não está preparada para desromantizar a maternidade. O que a incomodou mais foram os recortes tirados de contexto. "O que me entristece é ver esses cortes com narrativas distorcidas intencionalmente para influenciar as pessoas a enxergar de um outro jeito aquilo que está ali".
Sobre a repercussão do projeto, Rafa disse que já esperava opiniões divergentes porque, na visão dela, a sociedade ainda não está preparada para desromantizar a maternidade. O que a incomodou mais foram os recortes tirados de contexto. "O que me entristece é ver esses cortes com narrativas distorcidas intencionalmente para influenciar as pessoas a enxergar de um outro jeito aquilo que está ali".
Ao comentar os ataques que também recaíram sobre Nattan, a atriz saiu em defesa do companheiro e disse que a experiência de vê-lo como pai fortaleceu ainda mais a relação. "A gente está muito fortalecido como casal, mais do que nunca”, declarou. Ela acrescentou que ele não teve referência paterna na infância, por ter sido criado por mãe solo, mas que se tornou "esse pai incrível", disponível e disposto com Zuza.
Rafa Kalimann e Nattan assumiram o relacionamento publicamente em dezembro de 2024, depois de um período de aproximação que começou nos bastidores do especial de Natal do cantor.
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