Publicado 21/05/2026 09:30 | Atualizado 21/05/2026 09:32
Rio - A nova prisão de Deolane Bezerra, nesta quinta-feira (21), fez o nome da influenciadora voltar ao destaques. Esta, porém, não é a primeira vez que a advogada enfrenta problemas com a Justiça. Em setembro de 2024, ela chegou a ser presa durante a Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco.
PublicidadeNa época, a investigação apurava um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a jogos ilegais e plataformas de apostas esportivas. Segundo as autoridades, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 3 bilhões por meio de operações financeiras consideradas suspeitas.
A ofensiva mobilizou cerca de 170 agentes em diferentes estados do país, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Goiás, Paraná e Minas Gerais. Além de Deolane, a mãe dela, Solange Bezerra, também acabou presa durante a operação.
As investigações resultaram no bloqueio de aproximadamente R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros. A polícia também apreendeu carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações. Os investigadores analisaram contratos publicitários e movimentações financeiras envolvendo influenciadores e empresas ligadas ao setor de apostas.
Após a prisão, Deolane conseguiu um habeas corpus para cumprir prisão domiciliar, já que tem uma filha menor de 12 anos. No entanto, menos de 24 horas depois, a Justiça determinou o retorno dela ao sistema prisional por descumprimento de medidas cautelares impostas na decisão.
Na ocasião, a influenciadora deixou a prisão e falou com fãs e com a imprensa em frente ao presídio, atitude que contrariava uma das determinações judiciais. Depois disso, ela voltou para a Colônia Penal Feminina de Buíque, em Pernambuco.
Deolane permaneceu presa por cerca de 20 dias até que o Tribunal de Justiça de Pernambuco autorizou a soltura dela e de outros investigados. Mesmo fora da prisão, o inquérito seguiu em andamento.
A defesa da influenciadora negou irregularidades e afirmou, à época, que ela sofria perseguição e abuso de autoridade.
Antes da prisão de 2024, Deolane já havia sido alvo de outras investigações. Em 2022, a influenciadora teve carros de luxo e joias apreendidos em uma operação relacionada à divulgação de plataformas de apostas on-line. Já em fevereiro de 2024, ela virou alvo de apuração da Polícia Civil do Rio de Janeiro após aparecer com um cordão atribuído a um traficante do Complexo da Maré.
Agora, em 2026, Deolane voltou a ser presa durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo a polícia, a operação também cumpre outros mandados de prisão preventiva, incluindo um contra Marcola, apontado como líder da facção criminosa.
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