Publicado 21/05/2026 14:01
Rio - O pianista e arranjador Cesar Camargo Mariano voltou a se manifestar publicamente nesta quarta-feira (20) sobre a polêmica envolvendo o relançamento do álbum “Elis” (1973), de Elis Regina. Em um longo desabafo publicado no Instagram, o músico rebateu declarações do produtor musical João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora, e afirmou ter sido alvo de “inverdades”, além de criticar mudanças feitas na nova versão do disco.
A disputa entre os dois começou após o lançamento de uma edição restaurada e remixada do álbum clássico de Elis Regina, projeto liderado por João Marcello e lançado pela Universal Music. Cesar, responsável pelos arranjos originais do trabalho de 1973, já havia demonstrado insatisfação com o resultado e agora aprofundou as críticas, tanto no campo artístico quanto pessoal.
No novo texto, o músico afirmou que nunca foi contra processos de remasterização ou atualização sonora, mas criticou o que chamou de interferências excessivas no material original.
“Há vários outros álbuns de Elis, restaurados, remixados e remasterizados, bem executados profissionalmente, com melhoria sonora e sem qualquer alteração e interferência grotesca nas intenções originais da obra, como a que foi realizada agora neste álbum de 1973”, escreveu.
Cesar também afirmou que o resultado do relançamento o atingiu profissionalmente. “Tenho 82 anos, 70 anos de carreira. Sim, me agrediu profunda e profissionalmente o resultado musical deste lançamento específico, principalmente onde meus arranjos foram manipulados e alterados de forma sem propósito e amadora”, declarou.
O músico ainda questionou o discurso usado pela equipe responsável pelo projeto, principalmente em um texto oficial assinado pelo jornalista Julio Maria para divulgação do álbum. Segundo Cesar, o comunicado “falta com a verdade” ao afirmar que as intenções artísticas originais teriam sido preservadas.
“Houve interferência grotesca às nossas intenções artísticas originais como a adição de instrumentos rejeitados e outras mudanças, resultando em uma obra totalmente fora dos nossos padrões de qualidade, do nosso conceito original e das nossas intenções artísticas e profissionais”, disse.
Outro ponto levantado por Cesar Camargo Mariano envolve a identificação de músicos presentes no disco original. O arranjador afirmou que João Marcello divulgou informações incorretas ao citar o guitarrista Olmir Stocker, o Alemão, como participante da faixa “Doente Morena”.
“Esclareço, também, que o músico guitarrista que gravou a faixa ‘Doente Morena’ é Ary Piassarollo e não Olmir Stocker, o ‘Alemão’, como tem declarado João Marcello em diversas entrevistas”, escreveu.
Apesar das críticas duras ao relançamento, Cesar afirmou que sua posição é estritamente profissional e negou qualquer motivação pessoal ou financeira. “O que sinto é mais um imenso descaso com a arte, promovendo desinformação ao público e desrespeitando os profissionais originais envolvidos”, pontuou.
O desabafo também responde indiretamente às falas recentes de João Marcello Bôscoli. Em entrevista ao projeto “Prosa no Fino”, o produtor relembrou episódios familiares após a morte de Elis Regina, em 1982, e acusou o ex-padrasto de abandono.
“Eu perdi minha mãe em uma terça e perdi minha família inteira na quinta”, afirmou João na ocasião. O produtor ainda criticou a forma como Cesar tornou pública a discussão sobre o álbum e sugeriu que o músico estaria motivado por questões financeiras. “Se ele quer dinheiro, faça em silêncio. Não atrapalha a vida da minha mãe e nem a minha”, disse.
Na publicação desta quarta, Cesar respondeu às declarações sem citar diretamente o enteado. “Com relação às contínuas declarações públicas inverídicas que põem em dúvida minha conduta pessoal, de agora em diante me manifestarei apenas pelos canais legais de direito”, afirmou.
Ao fim do texto, o músico falou sobre legado, família e integridade. “Não faço música por diversão. Faço com muito esforço, dedicação, profissionalismo e respeito à arte”, escreveu. Ele também afirmou que espera deixar aos filhos e netos valores ligados ao “respeito ao próximo, à arte” e à “integridade em suas decisões e escolhas”.
PublicidadeA disputa entre os dois começou após o lançamento de uma edição restaurada e remixada do álbum clássico de Elis Regina, projeto liderado por João Marcello e lançado pela Universal Music. Cesar, responsável pelos arranjos originais do trabalho de 1973, já havia demonstrado insatisfação com o resultado e agora aprofundou as críticas, tanto no campo artístico quanto pessoal.
No novo texto, o músico afirmou que nunca foi contra processos de remasterização ou atualização sonora, mas criticou o que chamou de interferências excessivas no material original.
“Há vários outros álbuns de Elis, restaurados, remixados e remasterizados, bem executados profissionalmente, com melhoria sonora e sem qualquer alteração e interferência grotesca nas intenções originais da obra, como a que foi realizada agora neste álbum de 1973”, escreveu.
Cesar também afirmou que o resultado do relançamento o atingiu profissionalmente. “Tenho 82 anos, 70 anos de carreira. Sim, me agrediu profunda e profissionalmente o resultado musical deste lançamento específico, principalmente onde meus arranjos foram manipulados e alterados de forma sem propósito e amadora”, declarou.
O músico ainda questionou o discurso usado pela equipe responsável pelo projeto, principalmente em um texto oficial assinado pelo jornalista Julio Maria para divulgação do álbum. Segundo Cesar, o comunicado “falta com a verdade” ao afirmar que as intenções artísticas originais teriam sido preservadas.
“Houve interferência grotesca às nossas intenções artísticas originais como a adição de instrumentos rejeitados e outras mudanças, resultando em uma obra totalmente fora dos nossos padrões de qualidade, do nosso conceito original e das nossas intenções artísticas e profissionais”, disse.
Outro ponto levantado por Cesar Camargo Mariano envolve a identificação de músicos presentes no disco original. O arranjador afirmou que João Marcello divulgou informações incorretas ao citar o guitarrista Olmir Stocker, o Alemão, como participante da faixa “Doente Morena”.
“Esclareço, também, que o músico guitarrista que gravou a faixa ‘Doente Morena’ é Ary Piassarollo e não Olmir Stocker, o ‘Alemão’, como tem declarado João Marcello em diversas entrevistas”, escreveu.
Apesar das críticas duras ao relançamento, Cesar afirmou que sua posição é estritamente profissional e negou qualquer motivação pessoal ou financeira. “O que sinto é mais um imenso descaso com a arte, promovendo desinformação ao público e desrespeitando os profissionais originais envolvidos”, pontuou.
O desabafo também responde indiretamente às falas recentes de João Marcello Bôscoli. Em entrevista ao projeto “Prosa no Fino”, o produtor relembrou episódios familiares após a morte de Elis Regina, em 1982, e acusou o ex-padrasto de abandono.
“Eu perdi minha mãe em uma terça e perdi minha família inteira na quinta”, afirmou João na ocasião. O produtor ainda criticou a forma como Cesar tornou pública a discussão sobre o álbum e sugeriu que o músico estaria motivado por questões financeiras. “Se ele quer dinheiro, faça em silêncio. Não atrapalha a vida da minha mãe e nem a minha”, disse.
Na publicação desta quarta, Cesar respondeu às declarações sem citar diretamente o enteado. “Com relação às contínuas declarações públicas inverídicas que põem em dúvida minha conduta pessoal, de agora em diante me manifestarei apenas pelos canais legais de direito”, afirmou.
Ao fim do texto, o músico falou sobre legado, família e integridade. “Não faço música por diversão. Faço com muito esforço, dedicação, profissionalismo e respeito à arte”, escreveu. Ele também afirmou que espera deixar aos filhos e netos valores ligados ao “respeito ao próximo, à arte” e à “integridade em suas decisões e escolhas”.
Vale lembrar que o projeto tem aval dos herdeiros da cantora: João Marcello, Maria Rita e Pedro Mariano.
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