Irmã de Deolane liga prisão da influenciadora a apoio a Lula Reprodução / Instagram
Publicado 24/05/2026 10:52
Rio - A advogada Daniele Bezerra usou as redes sociais neste sábado (23) para comentar a prisão da irmã, Deolane Bezerra, investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Em um vídeo de desabafo, Daniele afirmou acreditar que a investigação começou após a influenciadora declarar apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as eleições de 2022.

Ao falar sobre o caso, Daniele disse que a irmã passou a sofrer ataques depois de assumir posicionamento político. “Havia uma menina que acreditava na democracia. Uma menina que acreditava em um país livre, que qualquer cidadão poderia expor sua posição política sem medo”, declarou.

Segundo ela, Deolane esteve ao lado de Lula em abril de 2022 e, dias depois, teria começado a investigação. “No dia 24 de abril de 2022, Deolane decidiu se posicionar politicamente. Naquela terça-feira, esteve ao lado do então candidato à presidência da República, senhor Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou.

Daniele também citou datas que, segundo ela, coincidem com o avanço do caso. “Seis dias depois daquele encontro, no dia 2 de maio de 2022, um ofício foi enviado pelo Ministério Público de São Paulo”, disse.

Na sequência, ela afirmou que o inquérito foi instaurado oficialmente um mês após o posicionamento político da influenciadora. “Exatamente no dia 24 de maio de 2022, apenas 30 dias depois dela demonstrar publicamente a sua posição política, o inquérito foi oficialmente instaurado”, declarou.

Durante o vídeo, a advogada criticou a repercussão do caso e afirmou que a família enfrenta exposição excessiva desde o início das investigações. “É fácil transformar em manchete uma mulher conhecida nacionalmente. É fácil usar um nome famoso como combustível para guerra política, para engajamento e para distração coletiva”, afirmou.

Daniele ainda alegou que Deolane não teve espaço para prestar esclarecimentos antes da prisão. “A Deolane chegou no DHPP e falou: ‘Eu tô pronta para ser ouvida, me perguntem sobre qualquer real que entrou na minha conta’. E o que ela ouviu do delegado de polícia foi que ele não tinha interesse em ouvi-la agora”, disse.

No fim do pronunciamento, ela voltou a citar perseguição política e afirmou que situações semelhantes podem atingir pessoas com diferentes posicionamentos ideológicos. “Hoje é a minha família, amanhã pode ser você porque apoiou o Lula ou porque apoiou o Bolsonaro”, declarou.
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