Publicado 25/05/2026 06:38
Rio - Luciano Huck, de 54 anos, se manifestou através do Instagram Stories, neste domingo (24), depois de uma fala dele sobre o "Bolsa Família" durante um evento fechado ser divulgada nas redes sociais e causar polêmica. Na ocasião, o apresentador disse que o programa social não gera estímulos suficientes para que as famílias deixem de utilizá-lo. Ele, ainda, usou como exemplo a cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia.
Publicidade"Hoje eu acho (o Brasil) ineficiente em muitas frentes. O prefeito da cidade de Senhor do Bonfim, tem 56% da sua economia no Bolsa Família. O que acontece: você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do 'Bolsa Família'. Na verdade, elas criam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa de distribuição de renda, de proteção social, ad eternum", afirmou o apresentador.
"A gente precisa criar um estímulo. Como é que você motiva a família que precisa do ‘Bolsa Família’ (para que tenha) vontade de querer sair desse programa? Mobilidade social do Brasil. Você pega um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico): uma família sair da base da pirâmide social para chegar à classe média brasileira (demora cerca de) nove gerações”, relatou.
"A gente precisa criar um estímulo. Como é que você motiva a família que precisa do ‘Bolsa Família’ (para que tenha) vontade de querer sair desse programa? Mobilidade social do Brasil. Você pega um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico): uma família sair da base da pirâmide social para chegar à classe média brasileira (demora cerca de) nove gerações”, relatou.
A fala de Luciano gerou uma onda de críticas. Sendo assim, Huck se manifestou sobre o assunto. "Tive uma fala em um evento fechado, tá? Fora do 'Domingão', não era nas minhas redes sociais, não foi uma entrevista que eu dei. E um trecho dessa fala acabou circulando meio fora de contexto. Em alguns cortes, dá a entender que eu seria contra programas de proteção social. Isso não é verdade", iniciou.
"Eu sou a favor de políticas de proteção social que ajudam milhões e milhões de brasileiros. Enfim, o que eu defendo é que esses programas sejam constantemente aperfeiçoados. Em mundo com inteligência artificial, com muita tecnologia, com muitos dados, a gente tenha eficiência no resultado. A tecnologia hoje nos permite entender a realidade de cada família, individualizar esses programas. Os recursos precisam chegar ainda mais eficientes a quem realmente precisa, para evitar corrupção, para evitar gasto indesejado", continuou.
"Proteção social é fundamental. Mas ela precisa caminhar junto com educação de qualidade, com geração de oportunidades, com direito de escolha. O objetivo é apoiar quem precisa hoje, mas também criar caminhos para que essas famílias tenham autonomia no futuro", finalizou.
O Bolsa Família auxilia no acesso a direitos básicos como saúde, educação e assistência social. Para ter direito ao benefício, é necessário que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. Em 2025, cerca de 2 milhões de famílias deixaram de usar o programa social entre janeiro e outubro após aumento de renda, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social.
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