Marjorie EstianoReprodução / Instagram
Publicado 27/05/2026 10:38
Rio - Marjorie Estiano, de 44 anos, falou sobre maternidade e relações familiares durante participação no podcast "Isso Não É uma Sessão de Análise", comandado por Vera Iaconelli, nesta terça-feira (26). Na conversa, a atriz afirmou que nunca desejou ter filhos e relacionou a decisão à dinâmica que viveu dentro de casa durante a juventude.
Publicidade
"Nunca [pensei nisso]. Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: 'Não quero ter filhos. Não é bom isso, isso não é legal, não quero ter'", declarou.

Segundo Marjorie, os conflitos com a mãe, Marilene Oliveira, marcaram especialmente o período em que decidiu sair de Curitiba e se mudar para São Paulo, mesmo contra a vontade dela. A atriz contou que chegou a passar um tempo sem falar com a familiar antes de revisitar essas questões na terapia. "Depois fui entendendo isso com a análise".
Em seguida, a artista defendeu a importância do autoconhecimento e afirmou que o processo terapêutico ajudou a compreender muitos dos próprios mecanismos emocionais. 
Durante a entrevista, Marjorie também afirmou que, por muito tempo, rejeitou não apenas a maternidade, mas tudo o que associava a vínculos afetivos mais tradicionais. "Rejeitava o romantismo e tudo que fosse mais amoroso e afetivo nas minhas relações", contou. "Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes". 
A atriz explicou, porém, como hoje enxerga parte desse comportamento como uma forma de defesa emocional. Mais cedo na entrevista, ao ser questionada sobre formar uma família, Marjorie já havia sinalizado que não associa essa ideia necessariamente ao modelo convencional. "Eu já me considero numa família, na minha relação com alguns amigos e com o meu namorado". 

A discussão surgiu depois de a atriz relembrar a própria infância entre referências do Sul e do Nordeste. Filha de pai paranaense e mãe baiana, Marjorie descreveu um núcleo familiar grande, marcado por encontros frequentes e memórias afetivas muito ligadas à mãe e aos tios. Ela contou, inclusive, que recentemente chorou ao sentir cheiro de banana frita durante uma viagem a Salvador, por associar o aroma às primeiras lembranças da infância.
Assista o podcast na íntegra:
Leia mais