Daniela Albuquerque recorda velório do pai em entrevistaReprodução de vídeo
Publicado 11/06/2026 09:36
Rio - Daniela Albuquerque, de 43 anos, relembrou um dos episódios mais marcantes de sua infância durante participação no podcast "NaTelinha Talk". A apresentadora do "Sensacional", da RedeTV!, contou que tinha apenas 5 anos quando viveu uma situação delicada no velório do pai, Raimundo. Foi no momento de dor que familiares dele descobriram a existência dela, do irmão e da mãe.
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A história surgiu enquanto Daniela explicava por que escolheu usar um vestido amarelo durante sua passagem pelo Festival de Cannes. Segundo a apresentadora, a cor tem um significado especial por estar ligada a uma lembrança que a acompanha desde a infância. "Quando meu pai morreu, eu tinha cinco anos de idade. No enterro do meu pai, eu estava toda de amarelo", contou.

Ela explicou que o pai mantinha outra família e que os parentes dele não sabiam da existência dela nem da sua mãe. "No momento que meu pai estava sendo velado, essa outra família não sabia da minha existência. Minha mãe estava numa pilastra chorando, ninguém sabia da existência dela", relembrou.

Daniela contou que uma tia a levou até a sala onde o pai era velado. Ao vê-lo, teve uma reação que interrompeu a cerimônia. "Quando eu vi meu pai ali, eu gritei muito alto: 'Pai!'. O velório parou, parecia cena de filme. E eu estava toda de amarelo", disse. Com isso, as pessoas presentes passaram a questionar quem era a menina. "Todo mundo parou o velório. 'Quem é essa menina? Quem é essa menina?'. Ficou todo mundo impactado com aquela cena", recordou.

A revelação sobre a existência dela e do irmão aconteceu mais tarde, durante o enterro. Daniela contou que um padre fazia uma oração quando mencionou apenas os filhos conhecidos da família. Foi então que sua mãe decidiu se manifestar. "O padre falou que o seu Raimundo deixou três filhos. Aí minha mãe, no último suspiro dela, falou: 'Deixou mais dois filhos, inclusive essa que está toda de amarelo e um que ficou em casa', que era o meu irmão", afirmou.

Apesar de a cor amarela remeter a um momento doloroso, Daniela disse que, com o passar dos anos, passou a associá-la a experiências positivas. "Deus foi me mostrando muito a cor amarela como algo muito bom, muito positivo. Várias vitórias na minha vida tiveram o amarelo presente", explicou. Por isso, ao planejar o look para Cannes, ela não teve dúvidas sobre a escolha. "Quando pensei no vestido, falei: 'A única coisa que eu tenho certeza é que quero usar amarelo'", disse.

A apresentadora também afirmou que a experiência no tapete vermelho foi especial. Segundo ela, recebeu atenção dos fotógrafos durante toda a passagem pelo evento. "Eu fiquei um tempão no tapete. Os fotógrafos falavam: 'Fica aqui, tira foto'. Eu falava que precisava sair, mas eles não deixavam. Literalmente, foi um sucesso”, contou.
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