Gabriel Ganley e a mãeReprodução / Instagram
Publicado 14/06/2026 11:36
Rio - Clarisse Ganley, mãe do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, emocionou seguidores ao publicar uma carta dedicada ao filho nas redes sociais. O texto foi compartilhado em vídeo e reúne lembranças da trajetória dos dois, além de reflexões sobre a dor da perda.

Gabriel morreu no dia 23 de maio, aos 22 anos. O atestado de óbito apontou como causa da morte uma cardiomiopatia hipertrófica, condição que provoca o espessamento do músculo cardíaco, que pode comprometer o funcionamento do coração.

Na homenagem, Clarisse relembrou a infância do filho, a relação próxima entre os dois e o orgulho que sentia pelo jovem, que conquistou milhões de seguidores ao compartilhar conteúdos sobre fisiculturismo e rotina de treinos.

Em um dos trechos mais emocionantes da carta, ela desabafou sobre o impacto da perda. "Somos instantes, e a vida levou ele cedo demais. Nenhuma mãe está preparada para isso, mas só uma mãe é capaz de suportar essa dor. Eu nunca mais serei inteira. Parte de mim se foi com ele, e o mundo nunca mais sorrirá para mim da mesma forma de quando ele esteve ao meu lado."

Clarisse também agradeceu o carinho recebido desde a morte do filho e afirmou que pretende preservar o legado deixado por ele. "Eu me sinto um pouco mãe de toda a tropa do bebezinho. E é também por vocês que eu seguirei o legado daquele menino que carregava o brilho no olhar, a força no coração e a certeza de que seria imenso."
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Leia a carta na íntegra

“O bebezinho que vocês aprenderam a amar foi o bebê que no dia 19 de agosto de 2003, numa manhã de terça-feira chuvosa, eu dei à luz. Ele chegou na minha vida de forma inesperada, superou uma gravidez conturbada e veio ao mundo com tanta pressa que quase não deu tempo de chegar na maternidade. Quando eu encontrei a minha última força e vi a vida surgindo através de mim, eu entendi o meu propósito na Terra e ressignifiquei o sentido da vida de uma menina assustada que temia não dar conta de uma missão tão extraordinária.

Por ele, eu virei mulher cedo demais. Eu aprendi a cuidar quando ainda precisava ser cuidada, a ser adulta e responsável quando ao meu redor todo mundo era jovem, imaturo e destemido. Por ele, eu aprendi a amar além do imaginável, a desafiar o impossível, a zelar a prole como uma leoa e a proteger alguém de forma incondicional.

Ele me deu os melhores dias da minha vida, as noites mais acolhedoras, os maiores abraços, carinhos e agarros. Ele foi a minha companhia mais incrível nos passeios, viagens, trilhas e caminhadas infinitas, na rotina do dia a dia e nas conversas das madrugadas sem fim. Meu parceiro de vida, companheiro de alma, meu melhor amigo, meu menino, meu pequeno, meu moleque, meu sócio, meu patrão, meu rabugento, meu princeso, meu gigante, meu bebêzão, minha melhor pessoa no mundo.

Ele me fez forte, me ensinou a acreditar em mim mesma e no melhor da vida. Ele foi o motivo pelo qual eu me mantive de pé nos últimos 22 anos. A razão pela qual eu levantei, lutei e cheguei a trabalhar em três lugares ao mesmo tempo para fazer dele um ser humano melhor. Ele prometeu que me daria orgulho, uma vida maravilhosa e que sempre cuidaria de mim. E ele se tornou um homem incrível, uma pessoa extraordinária que espalhou amor, carinho, humildade, força, fé, carisma e determinação, cativando uma legião de pessoas que descobriram o que eu sempre soube: aquele menino era imenso.

Somos instantes, e a vida levou ele cedo demais. Nenhuma mãe está preparada para isso, mas só uma mãe é capaz de suportar essa dor. Eu nunca mais serei inteira. Parte de mim se foi com ele, e o mundo nunca mais sorrirá para mim da mesma forma de quando ele esteve ao meu lado.

Mas por ele, eu fiz a promessa de continuar. Por ele, eu escolho seguir. Por ele, eu escolho ser forte e me levantar todo dia honrando tudo aquilo que ele me ensinou.

O amor que ele espalhou em vida tem chegado até mim o tempo todo, em forma de carinho, mensagens, orações, homenagens e o acolhimento de um país inteiro. Esse tem sido o combustível que me dá ainda mais a certeza de continuar.

Eu me sinto um pouco mãe de toda a tropa do bebezinho. E é também por vocês que eu seguirei o legado daquele menino que carregava o brilho no olhar, a força no coração e a certeza de que seria imenso.

Levarei comigo a luz do meu menino para sempre e honrarei o legado do meu filho, do nosso bebezinho até o último dia da minha vida. A gente não tem mais ele, mas eu tenho vocês e vocês têm a mim. Vai ser muito difícil, mas a gente vai seguir por ele.”
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