Participante do Masterchef recebeu acusações de racismo após fala no programa de segunda-feira (15)Reprodução / Instagram
Publicado 17/06/2026 12:08
Rio - Reinaldo Bockor se pronunciou, nesta quarta-feira (16), após ser acusado de racismo por telespectadores do "MasterChef Brasil: Amadores". A repercussão começou depois que o participante utilizou o termo "crioulo" durante a edição exibida na noite de terça-feira (15).
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Em um vídeo publicado no Instagram, o biomédico afirmou que sua fala foi retirada de um contexto maior e explicou que comentava sobre a origem da culinária cajun, tradicional do sul dos Estados Unidos.

Segundo Reinaldo, ele fazia referência à história da gastronomia da região. "Eu estava me referindo à comida de origem Cajun, que nasceu no sul dos Estados Unidos, que é uma comida de origem crioula. Assim como a gente tem aqui no Brasil a comida nordestina, a comida paraense, a comida sulista", declarou.

O participante também afirmou que queria explicar corretamente a origem histórica do prato apresentado durante a prova. "Se a fala pareceu do mal, eu quero dizer que ela não foi. Se ela ofendeu alguém, eu quero pedir humildemente perdão, porque realmente não foi minha intenção", disse.

Reinaldo reforçou que entrou no programa motivado pela paixão pela culinária e voltou a pedir desculpas ao público. "Não entrei na cozinha do MasterChef para ofender ninguém. Se eu ofendi ou magoei alguém, peço desculpas de todo o coração", afirmou.

Nas redes sociais, internautas criticaram a declaração do participante e questionaram a decisão de manter a cena na edição final do programa.  
O termo "crioulo" é reconhecido no Brasil como uma expressão historicamente usada de forma pejorativa e racista para se referir a pessoas negras. Durante a exibição do programa, parte do público entendeu que Reinaldo utilizou a palavra nesse sentido e cobraram um posicionamento da produção. 
No vídeo de esclarecimento, Reinaldo também afirmou que os jurados compreenderam o contexto da conversa durante a gravação e disse que pretende encerrar o assunto. "Mais paz, menos ódio", concluiu.
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