Publicado 23/06/2026 17:02 | Atualizado 23/06/2026 17:30
Rio - Bruna Marquezine abriu o coração ao falar sobre autoestima, padrões de beleza e a relação construída ao longo dos anos com a própria aparência. A reflexão aconteceu durante um evento da Kérastase, marca da qual a atriz acaba de se tornar a primeira brasileira a ocupar o cargo de embaixadora global.
PublicidadeA atriz contou que passou boa parte da vida acreditando que alcançaria a felicidade quando atingisse determinadas metas estéticas. Com o tempo, porém, percebeu que essa busca constante nunca trazia a satisfação esperada. "Quando eu terminar a transição, daí vou estar linda. Quando eu emagrecer mais 2 kg, vou ficar feliz. Nunca acontece", afirmou em entrevista a revista Marie Claire.
A artista explicou que essa percepção surgiu durante o processo de redescoberta da própria imagem, especialmente por meio da relação com o cabelo. Segundo ela, as dificuldades começaram ainda na pré-adolescência, quando precisou modificar os fios para viver uma personagem em uma novela.
Na ocasião, a caracterização decidiu que seu cabelo deveria ser permanentemente alisado para combinar com o visual da personagem. A experiência deixou marcas duradouras.
"A minha personagem nesta novela usava o cabelo num estilo mangá. E a caracterização decidiu que eu precisava alisar definitivamente o meu cabelo. Meu cabelo nunca foi o mesmo", relembrou.
Nos anos seguintes, a atriz continuou recorrendo a procedimentos químicos para lidar com a diferença entre a textura natural da raiz e o restante dos fios. O ciclo só foi interrompido durante a pandemia, quando decidiu cortar o cabelo bem curto e iniciar a transição capilar.
Foi nesse período que ela passou a conhecer melhor sua textura natural e enxergar a mudança como algo que ia além da estética. "Eu comecei a ver e conhecer a textura do meu cabelo", contou.
Para Bruna, a experiência representou um processo profundo de autoconhecimento. A atriz destacou que muitas mulheres conseguem compreender a dimensão emocional envolvida na relação com a própria imagem. "Pode até parecer superficial, mas acho que as mulheres entendem. É muito profundo você conhecer a real textura do seu cabelo, conhecer seu corpo e se amar nesse processo", declarou.
Ao longo da jornada, ela percebeu que havia criado a expectativa de que o amor-próprio surgiria apenas após alcançar uma versão idealizada de si mesma. Hoje, acredita que o verdadeiro desafio está justamente em aprender a se aceitar enquanto ainda está em transformação.
"A gente tem uma ideia de que vai se amar quando chegar lá. E se amar na caminhada é difícil. Achamos que vamos nos amar quando atingirmos um objetivo, mas aprender a se amar durante o caminho foi uma das coisas mais importantes para mim", disse.
Durante a entrevista, Marquezine também falou sobre algumas crenças relacionadas à beleza que carregou na juventude. Entre elas, a ideia de que mudanças externas seriam capazes de resolver inseguranças internas. "Você pode entrar em todas as calças que queria entrar, pode ter o cabelo do jeito que queria ter e ainda vai te faltar alguma coisa", afirmou.
Por fim, a atriz destacou que as pessoas que mais a inspiraram ao longo da vida não eram necessariamente aquelas que se encaixavam nos padrões estéticos mais valorizados, mas sim aquelas que transmitiam confiança e autenticidade. "As pessoas mais lindas que eu conheci na minha vida irradiavam uma luz. Não tinha nada a ver com traços físicos, corpo ou altura", concluiu.
A artista explicou que essa percepção surgiu durante o processo de redescoberta da própria imagem, especialmente por meio da relação com o cabelo. Segundo ela, as dificuldades começaram ainda na pré-adolescência, quando precisou modificar os fios para viver uma personagem em uma novela.
Na ocasião, a caracterização decidiu que seu cabelo deveria ser permanentemente alisado para combinar com o visual da personagem. A experiência deixou marcas duradouras.
"A minha personagem nesta novela usava o cabelo num estilo mangá. E a caracterização decidiu que eu precisava alisar definitivamente o meu cabelo. Meu cabelo nunca foi o mesmo", relembrou.
Nos anos seguintes, a atriz continuou recorrendo a procedimentos químicos para lidar com a diferença entre a textura natural da raiz e o restante dos fios. O ciclo só foi interrompido durante a pandemia, quando decidiu cortar o cabelo bem curto e iniciar a transição capilar.
Foi nesse período que ela passou a conhecer melhor sua textura natural e enxergar a mudança como algo que ia além da estética. "Eu comecei a ver e conhecer a textura do meu cabelo", contou.
Para Bruna, a experiência representou um processo profundo de autoconhecimento. A atriz destacou que muitas mulheres conseguem compreender a dimensão emocional envolvida na relação com a própria imagem. "Pode até parecer superficial, mas acho que as mulheres entendem. É muito profundo você conhecer a real textura do seu cabelo, conhecer seu corpo e se amar nesse processo", declarou.
Ao longo da jornada, ela percebeu que havia criado a expectativa de que o amor-próprio surgiria apenas após alcançar uma versão idealizada de si mesma. Hoje, acredita que o verdadeiro desafio está justamente em aprender a se aceitar enquanto ainda está em transformação.
"A gente tem uma ideia de que vai se amar quando chegar lá. E se amar na caminhada é difícil. Achamos que vamos nos amar quando atingirmos um objetivo, mas aprender a se amar durante o caminho foi uma das coisas mais importantes para mim", disse.
Durante a entrevista, Marquezine também falou sobre algumas crenças relacionadas à beleza que carregou na juventude. Entre elas, a ideia de que mudanças externas seriam capazes de resolver inseguranças internas. "Você pode entrar em todas as calças que queria entrar, pode ter o cabelo do jeito que queria ter e ainda vai te faltar alguma coisa", afirmou.
Por fim, a atriz destacou que as pessoas que mais a inspiraram ao longo da vida não eram necessariamente aquelas que se encaixavam nos padrões estéticos mais valorizados, mas sim aquelas que transmitiam confiança e autenticidade. "As pessoas mais lindas que eu conheci na minha vida irradiavam uma luz. Não tinha nada a ver com traços físicos, corpo ou altura", concluiu.
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