Em conversa com Erika Hilton, Manu Gavassi relembrou o início da carreira, a fama aos 16 anos e os bastidores de sua ida ao Big Brother Brasil 20Reprodução / Youtube
Publicado 29/06/2026 13:23 | Atualizado 29/06/2026 13:26
Rio - Manu Gavassi revisitou o início da carreira, falou sobre os impactos de ter se tornado famosa ainda na adolescência, comentou a participação no "Big Brother Brasil 20", da TV Globo, em entrevista à Erika Hilton no oitavo episódio do podcast "ErikaPod", no Youtube, divulgado nesta segunda-feira (29). 
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Integrante do camarote do "BBB 20", Manu falou sobre a possibilidade de voltar a participar do reality. "De jeito nenhum. Deu certo uma vez, não vamos mexer nunca mais nisso. Nunca mais. Nunca vai dar tão certo quanto deu."
Ela também contou como a estratégia que marcou sua passagem pelo "BBB 20" nasceu de uma série que havia escrito e que não saiu do papel. A justificativa do streaming para a recusa foi de que não era conhecida ainda.
O convite para o reality deu a ela uma ótima oportunidade para isso. "Peguei material que eu tinha da série, que nunca ia rolar, e comecei a fazer os vídeos do YouTube como se eles fossem essa personagem dessa série", disse.
Segundo Manu, desde o ínicio seu desejo era ser reconhecida por quem era de forma pública. "O primeiro vídeo chamava 'Who the Fuck is Manu Gavassi?'. Explicava para as pessoas quem eu era, só que eu também estava tentando descobrir quem é essa menina", relembrou.

Mesmo antes de aceitar oficialmente o convite para o reality, a artista já tinha desenhado boa parte da estratégia. "Gente, pensei em tudo. Vou colocar um vídeo desse por dia. Daí vai ter uma coisa das minhas roupas. Eu vou ser só colorida, daí cada semana vai ser uma cor", contou. "Isso tudo sem ainda... eu não ia. Eu falava não."

Manu contou que transformou os momentos imaginados para a série em pequenos monólogos e espalhou post-its pela parede para organizar os possíveis desdobramentos do jogo. "Eu criei esses 130 vídeos. Se eu fosse líder toda semana, eu tinha um vídeo diferente toda semana. Se eu fosse anjo toda semana..."

Ela também revelou que evitava citar diretamente o nome do programa e os termos mais conhecidos da dinâmica do 'BBB'. "Eu não falava nem a palavra líder, nem anjo, nem Big Brother, nem reality show porque eu tinha medo de ser processada pela Globo. Eu usava termos neutros, tipo: 'Estou indo para um retiro espiritual'."
Fama precoce
Hoje, aos 33 anos, Manu diz olhar para a fama precoce de um jeito completamente diferente daquela adolescente que sonhava apenas em cantar. "Você ainda não é um ser humano formado. Você ainda não criou sua própria segurança", refletiu. Durante muito tempo, contou, acreditou nas críticas que recebia sobre a própria voz e passou a moldar sua forma de cantar para corresponder às expectativas externas, o que acabou afetando sua relação com a música.

Ela também lembrou que a insegurança começou antes mesmo da fama, quando o pai sugeriu que criasse um canal no YouTube para divulgar suas composições. "Pai, claro que não. Eu vou para a escola depois, vou sofrer bullying", recordou.
Na época, Manu já escrevia músicas e tentava criar oportunidades por conta própria. Ainda adolescente, entrou para a "Galera Capricho", porque queria receber livros e ingressos para shows, mas aproveitou a experiência para contar às jornalistas da revista que também compunha. Uma delas pediu que gravasse um vídeo cantando. Sem material profissional, fez uma gravação simples. Paralelamente, o pai insistia para que ela conhecesse uma plataforma que acabava de surgir.

Mesmo com a resistência, acabou publicando o vídeo. O conteúdo se tornou o primeiro passo da carreira artística ao ganhar inúmeros views na plataforma. A artista também contou que nunca esperou as oportunidades aparecerem. Disse que insistia para visitar gravadoras, apresentava suas músicas mesmo sem experiência: "Nunca tive medo de apresentar uma ideia. Nunca tive medo de levar um 'não'. Acho que a gente leva muitos 'nãos', mas pelo menos eu tentei", afirmou. Segundo Manu, essa postura continua guiando sua carreira até hoje.

Maternidade
Mãe de Nara, de um ano e dois meses, Manu contou que sempre sonhou em ter filhos, mas conviveu durante muito tempo com o medo de que a maternidade significasse abrir mão da própria carreira. Segundo ela, porém, a experiência foi diferente do que imaginava. "Eu tinha muito medo de abando O Dia nar partes de mim por causa da carreira. E está sendo muito bonito entender que tudo muda mesmo. É uma mudança potente, positiva, agregadora e que me deu liberdade de escolhas.", contou. Para a artista, a chegada da filha mudou suas prioridades e fez com que se sentisse mais livre para decidir os próximos passos da própria vida e da carreira.
*Reportagem da estagiária Carolina Irigoyen, sob supervisão de Isabelle Rosa
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