Isabella TavianiVinicius Mochizuku / Divulgação
Publicado 10/05/2026 05:00
Rio - O amor, tema central do novo projeto de Isabella Taviani, também atravessa a vida dela fora dos palcos. A cantora retorna ao Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (15), com o show "Confissões (de Amor)", no Teatro Claro MAIS, em Copacabana, onde apresenta as faixas do EP e relembra sucessos de mais de duas décadas de carreira. Neste Dia das Mães, a artista também compartilha detalhes sobre a experiência da maternidade e os desafios vividos após ter os filhos gêmeos, Ignácio e Estevão, aos 50 anos.
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A apresentação marca o retorno da artista ao formato de shows com banda, depois de uma fase dedicada a turnês mais intimistas em voz e violão. "O espetáculo é sobre os caminhos das relações amorosas vividos em canções. É honesto, impactante e te transporta a memórias às vezes deliciosas, outras nem tanto, mas que estão presentes na totalidade da raça humana: afeto", define Isabella.
Entre as músicas do novo trabalho, Isabella revela ter uma ligação especial com "Tente Não Chorar", composição feita ao lado da mulher, Myllena Varginha. "O próprio título já diz tudo. Sempre me emociono ao interpretá-la. Eu e Myllena compusemos esta balada para Ivete Sangalo, mas até hoje não sei se realmente a música chegou até ela. Ficou guardada e aguardando o seu momento de sair da gaveta", comenta.
Apesar da nova fase, a artista afirma que continua encarando a carreira da mesma forma que sempre conduziu a trajetória profissional. "Sou apenas uma artista que continua a produzir, criar, se aventurar, lutar por seu espaço e nunca me 'trancar artisticamente' — aliás, como sempre fui".
Carioca, ela também comenta a relação afetiva com a Cidade Maravilhosa. "Minha casa! Meu recanto! Minha família! Lugar onde junto meus pedaços e me reconecto. Já pensei em morar em tantos lugares... Mas o Rio é aquela paixão que tantas vezes te maltrata, mas você simplesmente não consegue dar as costas!". 
Isabella, ainda, reflete sobre o atual momento da carreira e a necessidade constante de renovação artística. "O artista precisa ser um ‘irresignado’, um rebelde, um inconformado. O artista precisa viver esta aflição constante de estar sempre buscando algo além daquilo que já fez", avalia.
A maternidade
Neste Dia das Mães, a cantora também abre o coração ao falar sobre a experiência de se tornar mãe. Ignácio e Estevão nasceram em setembro de 2019, concebidos por inseminação artificial e gerados por Myllena Varginha. "Fui mãe aos 50 anos e foi uma dureza nos primeiros anos. Eu entrava na menopausa ao mesmo tempo! Meu corpo sofria demais. Meu humor virou de ponta a cabeça. Minha energia era bizarramente menor quando eu mais precisava dela", relembra.
Ela conta que o início da maternidade coincidiu com o período da pandemia, o que acabou impactando também sua relação com a composição musical. "No início eu fazia música para tudo: hora do mamar; hora de dormir; música para a vacina; hora do banho. Dá pra fazer um álbum só com este repertório incrível", brinca.
Segundo Isabella, a maternidade a afastou temporariamente do processo criativo, mas também ampliou sua forma de enxergar os sentimentos. "Posso dizer que a maternidade e todo o universo de compromisso com a criação dos meus filhos me afastou um pouco da arte de compor por uns três anos. Hoje, quando canto uma canção como 'Dois Babies e Uma Casa de Campo', vejo como eles me inspiram e continuarão a me inspirar".
Ao falar sobre os filhos, a artista resume o impacto da maternidade em sua vida. "Me senti a mulher mais linda, poderosa, capaz e amada do mundo inteiro. Ser mãe é ser amor antes de qualquer coisa. Porque o que eu recebo deles, ninguém, nenhum sentimento de vitória profissional, dinheiro, fama, vai conseguir competir. Meus filhos são, sim, meu amor maior."
Serviço
Isabella Taviani na turnê 'Confissões (de Amor)'
Sexta-feira, às 21h
Local: Teatro Claro MAIS
Endereço: Rua Siqueira Campos - 143 / 2º piso, Copacabana
Ingressos: a partir de R$ 60
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