Publicado 01/05/2023 07:00 | Atualizado 02/05/2023 14:27
Rio - Depois do sucesso no Globoplay, a série "Encantado's" chega à TV aberta na próxima terça-feira (02) após a exibição da novela "Travessia". Na trama, a atriz Luellem de Castro, de 27 anos, interpreta a divertida Ana Shaula, que é operadora de caixa de supermercado durante o dia e porta-bandeira da escola de samba Joia do Encantado à noite. A artista revela que se identifica com sua personagem e que, apesar de não ser lá muito fã de Carnaval, adora sambar.
"Eu me identifico muito com a Ana Shaula, esse mau humor peculiar de quem é realista demais, as pitadas de maluquice porque no fundo a mente tem espaço pra sonhar... Me identifico super. Não gosto muito de Carnaval, fico nervosa achando que nas festas tenho que entregar uma felicidade extrema que não é muito a minha praia, mas acaba que sempre que me permito ir aos blocos me divirto muito. Adoro sambar!", afirma.
Em março deste ano, Luellem emocionou os telespectadores com um papel totalmente diferente. Ela protagonizou, ao lado de Isabel Teixeira, o episódio "Mancha", do projeto "Falas Femininas", em que viveu a empregada doméstica Mayara, que se arrisca a pedido da patroa para limpar uma sujeira na janela, em seu último dia no emprego. A atriz afirma que ao ler o roteiro, já havia percebido que o episódio seria um sucesso.
"Lendo o roteiro eu esperava sim (o sucesso). As meninas são talentosas demais, é emocionante de ler. Eu só não sabia que ia conseguir chegar à altura e fiquei muito feliz de ter entregado um bom trabalho", comemora Luellem, que fala sobre como foi interpretar personagens tão diferentes como Mayara e Ana Shaula.
"A Ana Shaula, de 'Encantado's', chegou primeiro no meu coração, a gente já tinha gravado a primeira temporada quando a Mayara apareceu pra mim. Eu amo poder fazer papéis tão diferentes, é minha brincadeira preferida no mundo da atuação", explica.
Para a artista, é sempre importante falar sobre racismo e preconceito, mas também é preciso que as pessoas negras sejam representadas em papéis comuns do cotidiano e não apenas de denúncia. "Eu acho a leveza também muito importante. Precisamos de espaço pra sermos inteiros. A denúncia é importante e infelizmente faz parte da nossa trajetória, mas existem tantas outras coisas. A música, a religião, a convivência com a família. Pessoas negras são pessoas. Com conflitos, incoerências, sonhos. O audiovisual ainda precisa tomar cuidado pra não colocar a gente sempre no mesmo lugar. Somos luta, mas também somos sorriso!", dispara.
Trajetória
Luellem começou a atuar na infância e nunca mais parou. Ela foi descoberta ao participar de um desfile em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. "Eu nunca fui muito de usar a palavra sonho, então, não sei dizer se sempre sonhei com isso. Comecei a atuar com 7 anos de idade, fiz uma participação num filme chamado 'No meio da rua', do Antônio Carlos da Fontoura. Nunca tinha feito nem teatro", revela.
"Eu desfilava em Caxias, me viram na passarela, me acharam interessante. Depois desse filme nunca mais parei de trabalhar e nunca mais trabalhei com outra coisa. É um caminho muito duro e faltava muita grana lá em casa, até pra gente se locomover. Mas tem dado certo!", comemora a artista, que também é cantora.
"A atuação tem um espaço maior no meu coração, não vou mentir. Mas a música me encanta muito. Estou num cabo de guerra, mas vem música nova por aí em algum momento", avisa.
Planos
A atriz revela quais são seus próximos passos e desejos na carreira. "Sabe que eu quero muito fazer uma vilã? Acho que ia ser muito divertido! Meus próximos projetos certos são com a minha música, pretendo lançar algumas, fazer o show do meu álbum ‘Girassol’, que eu só consegui fazer online por causa da pandemia. Na atuação estou colhendo os frutos. Tenho dois filmes, 'Grande Sertão Veredas' e 'Casamento à distância', que ainda não foram lançados, estou fazendo a segunda temporada de 'Encantado’s' e vou fazer uma participação num filme muito legal com cheirinho da minha infância, mas ainda não fui liberada pra comentar mais", finaliza, aos risos.
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