Denise Thomaz Bastos, Renata Silveira, Ana Thais Matos e Luis Roberto fazem parte da equipe da TV Globo para a Copa do Mundo feminina de futebolGlobo/João Miguel Júnior
Publicado 20/07/2023 07:00
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Rio - A nona edição da Copa do Mundo feminina de futebol começa nesta quinta-feira e vai até o dia 20 de agosto. Esta é a primeira vez em que o mundial será realizado em dois países: Austrália e Nova Zelândia. Com o intuito de fomentar o futebol feminino, a TV Globo promete fazer uma grande cobertura do evento, com transmissões a partir da TV aberta, do Globoplay e do canal a cabo SporTV.
"Para a gente é uma alegria falar da Copa do Mundo, mas especialmente falar do futebol feminino. A gente é quem mais transmite futebol feminino nesse país. É um posicionamento. Quando a Globo abraça o futebol feminino, é claro que a gente está querendo comunicar alguma coisa com a sociedade brasileira, algo relevante. É muito além do futebol esse nosso posicionamento de abraçar o futebol feminino", afirma Renato Ribeiro, diretor de produção e conteúdo de Esporte da TV Globo.
Acordo com a FIFA
O executivo surpreende ao revelar como será o acordo da emissora com a FIFA para o mundial de 2026, que será sediado em três países: Canadá, Estados Unidos e México. "A gente acredita no futebol feminino como um produto com extremo potencial entre os brasileiros e brasileiras. Afinal, estamos falando de futebol e o brasileiro é apaixonado por futebol. A Copa do Mundo pra gente é o auge desse projeto. Essa Copa do Mundo feminina inaugura uma nova fase do nosso acordo com a FIFA, em que a gente (TV Globo) tem metade dos jogos da Copa, garantindo que os jogos do Brasil estejam conosco. E é exatamente esse modelo que vai acontecer em 2026 com a Copa do Mundo masculina", revela Renato Ribeiro. 
O diretor deseja que o futebol feminino esteja cada vez mais presente na grade da emissora. "O mercado brasileiro passou a se interessar mais pelo futebol feminino. Se a gente comparar hoje, em 2023, somando Globo e SporTV, a gente transmite quase que o dobro do que transmitimos em 2019 por ano. Então, é uma visibilidade muito maior e isso transborda. Você tem a presença do futebol feminino nos campeonatos esportivos, na TV a cabo e nos telejornais. Eu cito aqui dois fatos que parecem pequenos, mas são muito simbólicos: esse ano a gente passou a ter os gols dos campeonatos femininos no 'Jornal Nacional' de sábado e no 'Fantástico'. Isso é um fato relevante porque é uma forma de a gente naturalizar o futebol feminino e ele passar a cada vez mais fazer parte do dia a dia das pessoas que gostam e acompanham futebol", analisa.
Mais mulheres
Joana Timóteo, diretora de eventos de Esporte da TV Globo, ressalta que a emissora está apostando em mais mulheres para falar de futebol e compara a Copa do Mundo feminina de 2019 com a deste ano. "É muito simbólico. Em 2019, a gente tinha os nossos rapazes e a Ana Thaís Matos. Hoje temos outro grupo. A gente entendeu que precisávamos trazer mulheres para falar de futebol. Futebol masculino prioritariamente naquele momento, e consequentemente trazendo pra casa também o futebol feminino", inicia. 
"A gente quer falar de futebol de todos para todos. Acreditamos que o futebol é para ser consumido por mulheres e homens, tanto o futebol feminino quanto o masculino. A gente não precisa fazer uma diferença sobre isso. Investimos em posições estratégicas: a gente não tinha narradora, hoje temos três narradoras junto com os narradores", completa a executiva, que deixa claro que os narradores não perderão seus postos com a chegada das mulheres. 
"Não é que as narradoras entraram para os narradores saírem. A gente quer um ambiente em que tenhamos representantes de todos os tipos de gêneros, raças… Realmente acreditamos nessa pluralidade. A gente precisa que as pessoas se identifiquem. Isso é um posicionamento e é um negócio também. Aumentamos o nosso cast em 61% com esse olhar de diversidade e, para essa Copa do Mundo especificamente, a gente montou equipes mistas, que é como a gente fez na Copa do Mundo masculina".
Primeiro jogo
O primeiro jogo da Copa do Mundo feminina acontecerá entre Nigéria e Canadá, nesta quinta-feira, e será transmitido pelo SporTV e Globoplay, a partir das 23h30, com narração de Natália Lara e comentários de Alline Calandrini e Ledio Carmona. 
"Comecei a trabalhar especificamente com o futebol feminino em 2018, mas já assistia há muito tempo. É um produto que eu sempre consumi a minha vida inteira. Estou vivendo essa realidade e vendo essa transformação. A gente vê uma diferença gigante na modalidade. A gente chega para esse ano de 2023 com uma Copa pela primeira vez co-sediada por dois países, a gente vê 32 seleções, o maior número de seleções, jamais antes visto na Copa do Mundo feminina...", comemora Natália Lara. "Serão 34 jogos transmitidos pelo SporTV. É algo que vai impactar demais, não tem como eu não me sentir parte desta história e saber que toda a trajetória foi para chegar até aqui", finaliza.  
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