O repórter Guilherme Belarmino entrevistou a baiana Camila Santos há um anoGlobo/Divulgação
Publicado 24/07/2023 15:25
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Rio - Com uma vida de dificuldades para conquistar o mundo da moda, o "Profissão Repórter" desta terça-feira (25), revela as barreiras enfrentadas por alguns profissionais que se dedicam a esta indústria, como modelos. São pessoas que venceram o preconceito, os olhares tortos e os muitos nãos, até alcançarem seus locais de destaque. 
"As crianças riam de mim na escola. Como eu ia sonhar em um dia ser modelo?", diz Laís Roberta, modelo plus size negra brasileira, conhecida nas redes sociais como La Robertita, que conversou com a repórter Nathalia Tavolieri e a repórter cinematográfica Gabi Villaça, assim que desembarcou da Semana de Moda de Paris, em outubro do ano passado, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
O programa trouxe desde então, o passo a passo da agenda da jovem, incluindo ensaios fotográficos de marcas de luxo e eventos publicitários, acompanhados diariamente por mais de 70 mil seguidores nas redes sociais.

“Eu acredito que a minha presença lá foi muito significativa, histórica. Apesar disso, não foi uma experiência confortável, foi solitária. Ainda olho para os lados e não vejo pessoas como eu", revela a filha de um motorista e de uma metalúrgica.
Em outra reportagem, a jornalista Milena Rocha apresenta ao público a história da baiana Camila Santos, de 28 anos, que há um ano foi entrevistada para o programa sobre a volta do Brasil ao Mapa da Fome da ONU. Num relato emocionante, ela contou que entrou em desespero ao ver a mãe e os irmãos chorando de fome, e por isso tentou furtar comida num supermercado. Agredida pelos seguranças e presa, a mulher teve sua história vista por uma agente de modelos de São Paulo e viu sua vida mudar. "O sonho que eu tive foi realizado agora", resume. 
Por fim, a dupla de repórteres André Neves Sampaio e Alex Gomes mostram uma vivência organizada por uma agência que busca aumentar a diversidade de seu casting. Durante três dias, jovens selecionados ao redor do país passaram por uma imersão em uma casa em São Paulo para aprimorar as técnicas de passarela. Entre eles uma menina do interior de Rondônia que trabalha em um poço de produção de tilápia e um entregador de comida do Rio de Janeiro, que participaram de um grande desfile na capital paulista.


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