Andreas Kisser Reprodução do Instagram
Publicado 19/10/2023 13:33
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Rio - Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, é o entrevistado de Marcelo Tas, no programa "Provoca", da TV Cultura, que vai ao ar na próxima terça-feira (24). Na atração, o músico fala sobre a morte de sua mulher, Patrícia Kisser, no ano passado, em decorrência de um câncer de cólon, e comenta a possibilidade de reunir os ex-integrantes da banda para celebrar os 40 anos do Sepultura no ano que vem.
"Para que? Por quê? Só porque aconteceu uma vez? É como um casal que foi casado, aí o cara casou com outra, mas foi casado, uma hora tem que voltar, heim? (...) não faz sentido nenhum, passou", dispara Andreas.
Quando o assunto é a morte da mulher, Kisser abre o coração e reflete sobre a legalização da eutanásia no Brasil. "Eu estava no hospital, Patrícia nos seus últimos dias, e eu comecei a questionar um monte de coisa (...) eu sei que a eutanásia é ilegal no Brasil, mas porque ninguém fala nisso? O caso da Patrícia é um caso clássico de eutanásia, porque ela estava consciente (...) sabia, não aguentava mais de dor, mais aquilo, não tinha vida (...) têm vizinhos aqui, Colômbia, Peru, Argentina, que já têm eutanásia lá, têm processos no Congresso etc. A opção da eutanásia tem que existir, ela tem que estar ali para casos específicos", opinou ele, que ficou casado com Patrícia durante 32 anos.Elestiveram três filhos juntos, Yohan, Giulia e Enzo.O
O guitarrista também citou no programa a importância de conversar sobre a morte. "Experiência própria (...) falar da morte, estar mais preparado para esse momento, você vai passar por um momento difícil, mas de uma outra forma, mais consciente do que está acontecendo", afirma.
'A guitarra salvou a minha vida'
Questionado por Marcelo Tas sobre como um menino de São Bernardo, na Grande São Paulo, foi tocar em uma banda de mineiros de Belo Horizonte, Kisser relembra sua trajetória profissional. "O heavy metal une (...) tinha uma loja chamada HeadTrashers ABC, na frente do colégio Singular, onde eu estudava (...) a única loja de thrash metal era na frente da escola, então eu saía da escola e ficava lá a tarde inteira, numa dessas tardes estava o Max e o Igor, vinham de Belo Horizonte, com uma banda chamada Mutilator, que ia tocar no Choc Bar, lá em Santo André (...) e lá eu conheci um pessoal do Sepultura e fui passar férias lá em janeiro de 87, para curtir com os amigos, pegar mulher (...) nessa eu fui no ensaio, toquei algumas coisas com o Igor, a gente teve uma química imediata com os instrumentos na mão (...) e um mês depois o guitarrista saiu e eu entrei na banda (...) a guitarra salvou a minha vida".
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