Programa Vim de lá estreia neste sábado, após o Jornal HojeGlobo/Divulgação
Publicado 25/11/2023 08:46 | Atualizado 25/11/2023 08:48
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Rio - A TV Globo exibe para o Rio de Janeiro o programa "Vim de Lá", depois do "Jornal Hoje" deste sábado. No mês da Consciência Negra, a atração visa dar à luz às origens do povo carioca negro com seus ancestrais, contando a formação da cidade a partir de africanos escravizados e trazidos à força. Com apresentação de Alexandre Henderson e direção de Chico Regueira, "Vim de lá" refaz os caminhos por onde os escravizados passaram: a praça onde eram expostos em Angola; o porto onde embarcavam na capital Luanda.
As religiões de matriz africana ajudaram a moldar a espiritualidade brasileira. O samba e o funk, ritmos que são a cara do Rio, nasceram a partir dos tambores africanos. E o próprio jeito de ser do carioca tem raízes do outro lado do Oceano Atlântico. No Rio, a atração visita o Cais do Valongo, principal ponto de chegada de escravizados no Brasil. O programa mostra o legado que essa rota deixou na Pequena África, como ficou conhecida a parte central da cidade, e no subúrbio, com destaque para o Mercadão de Madureira.
“'Vim de Lá' traz uma reflexão sobre o que foi a vinda dos negros escravizados para o Rio de Janeiro e fala também sobre o quanto o negro contribuiu pelo ponto de vista político, econômico, social e histórico do país. Nós trouxemos a conexão histórico-cultural, mas é um programa que foi pensado também para que a sociedade entenda que o país tem sim uma dívida histórica muito grande com o negro. O impacto de tudo o que nossos antepassados viveram está aí até hoje, nas condições desiguais, no acesso à escolaridade, à saúde. É um programa que mexe comigo. É preciso que a sociedade entenda que a reparação é para ontem”, conta o apresentador Alexandre Henderson.
O programa busca ainda pontos de conexão na linha direta Rio-Angola e mostra as semelhanças entre as favelas, as feiras de rua e os ritmos. O baile funk tem um correspondente na África: o kuduro. A música se faz presente com samba de partido alto, bateria da escola de samba da Portela e samba de terreiro. A pluralidade cultural carioca é resultado de um encontro de povos africanos que não aconteceu nem mesmo na própria África.
 
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