Publicado 19/07/2025 05:00
Rio - Nascido e criado no alto do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, Rene Silva comanda a segunda temporada de "Não Era Só Mais um Silva", que estreia neste sábado (19), às 14h30, na TV Globo. O apresentador de 30 anos diz que se sente mais "à vontade" à frente do programa, que reúne famosos e anônimos do Rio de Janeiro com o sobrenome Silva, e conta que vai assistir ao primeiro dos três episódios da atração com a família e os amigos na sede do jornal Voz das Comunidades, fundado por ele.
Publicidade"Depois da primeira temporada, depois de tantas gravações, agora me sinto mais relaxado. A primeira temporada foi como a minha primeira experiência na frente da televisão, como apresentador de um programa, e ainda tinha a responsabilidade de ser um projeto novo. Agora já fizemos o primeiro e vimos que o público gostou. Temos o reconhecimento do público nas ruas também. Sempre dá um friozinho na barriga, mas ao mesmo tempo nos mostra que o que estamos fazendo é interessante e especial", diz Rene.
Intérprete de Heleninha em "Vale Tudo", Paolla Oliveira — cujo nome completo é Caroline Paolla Oliveira da Silva — é uma das estrelas do episódio de estreia. A atriz de 43 anos recebeu o apresentador em sua casa e compartilhou um pouco de sua trajetória até chegar à fama.
Foi ela, inclusive, quem pediu para participar da atração. "A Paolla publicou no Instagram um vídeo no dia da estreia da primeira temporada falando que também é uma Silva e queria participar. Claro que nós a convidamos, e já tem vários outros atores e cantores que também querem contar suas histórias como Silvas. A gente tem Silva em todo lugar, então é muito legal vermos que as pessoas reconhecem a potência desse sobrenome", afirma Rene.
A história de Marcos Luiz da Silva, fisioterapeuta, mestre de capoeira e presença constante entre os finalistas da disputa pelo título de Rei Momo do Rio de Janeiro, também será exibida neste sábado, e foi uma das mais marcantes para o apresentador.
"Essa temporada tem muitas histórias interessantes, mas acho que a história do Marcos, é sensacional. O sonho dele é ser Rei Momo e ele já tenta há 12 anos na corte, geralmente bate na trave, fica em terceiro lugar, em quarto, e continua na esperança de que ainda vai ser essa figura. Então, a gente está profetizando que ele vai sim ser o Rei Momo. A história da vida dele é interessante, a forte ligação com o Carnaval, com a capoeira e com a profissão. Ele é fisioterapeuta, tem dois filhos biológicos e três filhos adotados", adianta.
O apresentador Alex Escobar e os atores Claudia Ohana e João Vitor Silva são outros convidados do programa, assim como Mirella Barbosa da Silva, atriz e modelo, moradora de São Gonçalo, que foi a primeira de sua família a ingressar na faculdade.
Rene ressalta que nova temporada de "Não Era Só Mais um Silva" está mais "ágil e dinâmica". "As pessoas vão poder ver uma conexão ainda maior entre os personagens. Nós aprendemos bastante com a primeira edição e aprimoramos o produto. Vamos contar mais histórias e conectá-las ainda mais, inclusive revisitando o passado dos nossos personagens, o que eu acho que é a grande cereja do bolo", opina.
No Rio de Janeiro, cerca de 1,5 milhão de pessoas tem o sobrenome popular. Para o apresentador, o Silva tem se 'ressignificado' com a ajuda da atração. "Ainda hoje tem muita gente que associa o Silva a um sobrenome de pobre, mas acho que através do programa a gente tem ressignificado muita coisa. Estamos mostrando que tem Silva em todos os lugares. Sejam artistas famosos, anônimos, políticos. Nós fizemos uma pesquisa para o programa e levantamos o dado de que mais de 20 milhões de brasileiros foram registrados com o sobrenome Silva", conta Rene.
"Então, tem Silva na televisão, no jornal, no teatro, no corre, e o Silva é uma simbologia para contarmos a história do povo brasileiro e do Rio de Janeiro. É uma forma da gente recontar as nossas histórias e mostrar com muito orgulho o nosso sobrenome. Me lembro que na primeira temporada a Bianca Andrade, a Boca Rosa, falou disso na entrevista. Ela tinha vergonha de usar o sobrenome quando nova pela associação à pobreza, mas depois da entrevista ela tem usado mais o nome até nas publicidades. Acho que o programa cria um movimento importante de ressignificar esse sobrenome", conclui.
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