Publicado 27/07/2025 05:00 | Atualizado 05/09/2025 07:31
Rio - Após mais de uma década longe da TV Globo, Bernardo Velasco, de 39 anos, retorna à emissora em grande estilo ao integrar o elenco do remake de "Vale Tudo". Na trama, o ator dá vida a Igor, personal trainer da família Rotiman. O personagem atualmente dá aulas para Afonso (Humberto Carrão) e Heleninha (Paolla Oliveira), mas já caiu nas graças da poderosa Odete (Debora Bloch) e viveu um affair com a executiva. Unindo sua formação em Educação Física à carreira artística, o carioca reflete sobre a repercussão do professor, os bastidores das gravações e os desafios de participar da nova versão de um clássico da teledramaturgia brasileira, exibido originalmente em 1988. Confira a entrevista!
Publicidade- Como recebeu o convite para viver o Igor em "Vale Tudo"? Te surpreendeu a repercussão do personagem com o público?
Recebi uma mensagem da produtora perguntando se eu estava disponível para a novela. Ela me pediu uma série de materiais como vídeos, fotos etc. Não imaginava que a trama faria tanto sucesso, não só na audiência, mas também nas redes sociais. Está sendo uma delícia sentir o carinho do público, as brincadeiras nas ruas, as mensagens que recebo.
- O Igor é um personal trainer vaidoso, charmoso e com um certo ar de mistério. Em que aspectos você se identifica com ele, e em quais acha que são completamente diferentes?
- O Igor é um personal trainer vaidoso, charmoso e com um certo ar de mistério. Em que aspectos você se identifica com ele, e em quais acha que são completamente diferentes?
Assim como ele, também sou apaixonado por esportes e vejo a atividade física como um pilar importante da minha vida. Mas o Igor é bem mais competitivo do que eu, e também mais ganancioso. Ele é capaz de fazer coisas que o Bernardo jamais faria.
- Seu personagem viveu um affair com ninguém menos que Odete Roitman, interpretada por Debora Bloch. Como foi contracenar com ela e construir essa dinâmica tão inusitada?
- Seu personagem viveu um affair com ninguém menos que Odete Roitman, interpretada por Debora Bloch. Como foi contracenar com ela e construir essa dinâmica tão inusitada?
Foi incrível! A Debora é genial, uma parceira de cena maravilhosa, sempre disposta a trocar, o que facilita muito. Conversamos bastante sobre as cenas e sobre a relação dos personagens. Desde o primeiro dia, mesmo sem nos conhecermos, ela me recebeu com um sorriso no rosto, me chamando pelo nome, super disponível. É realmente um privilégio trabalhar com ela.
- O Igor chegou a incentivar o Afonso a ficar com a Maria de Fátima (Bella Campos). Você acha que ele realmente torce por esse casal ou só quis se livrar do problema?
- O Igor chegou a incentivar o Afonso a ficar com a Maria de Fátima (Bella Campos). Você acha que ele realmente torce por esse casal ou só quis se livrar do problema?
Ele acredita de verdade! A Fátima enganou todo mundo. O Igor a via como divertida, apaixonada pelo Afonso, e percebia o quanto ele se sentia bem ao lado dela. Por isso apostou nesse relacionamento. Tadinho dele, né?
- Teve alguma cena mais desafiadora, seja pelo conteúdo, emoção ou pela responsabilidade de recontar um clássico da teledramaturgia?
- Teve alguma cena mais desafiadora, seja pelo conteúdo, emoção ou pela responsabilidade de recontar um clássico da teledramaturgia?
As cenas com a Debora foram as que mais me deixaram apreensivo. Eu já via ali um jogo de sedução que ia além das palavras. Queria muito que isso ficasse evidente, e fiquei feliz com o resultado. Mas, claro, estar no ar em um novelão como "Vale Tudo" carrega um peso grande, só tento não pensar nisso e focar em fazer meu trabalho da melhor maneira.
- Você é formado em Educação Física e também atuou como personal trainer na vida real. Como foi usar sua própria bagagem profissional para compor o Igor?
- Você é formado em Educação Física e também atuou como personal trainer na vida real. Como foi usar sua própria bagagem profissional para compor o Igor?
Essa experiência me ajuda bastante a entender a dinâmica entre professor e aluno, a reconhecer certos comportamentos, sei o que pode e o que não pode, digamos assim. Mas a construção do Igor foi muito além disso. Teve um trabalho profundo de criação, com memórias, exercícios sensoriais, desde antes das gravações começarem.
- Depois de uma década longe da TV Globo - seu último trabalho foi em "Babilônia (2015), o que esse retorno à emissora representa para você, especialmente em um projeto tão emblemático quanto "Vale Tudo"?
- Depois de uma década longe da TV Globo - seu último trabalho foi em "Babilônia (2015), o que esse retorno à emissora representa para você, especialmente em um projeto tão emblemático quanto "Vale Tudo"?
Sinceramente, é um momento muito especial. Não só por ser "Vale Tudo", um projeto com tanto peso, mas também por marcar meu retorno à emissora que me lançou. Tenho muita vontade de seguir fazendo personagens relevantes. Estou realmente muito feliz.
- Você já disse que ouviu de colegas que estava "acabando com os personais". Como lida com essas críticas e com a maneira como o público mistura ator e personagem?
- Você já disse que ouviu de colegas que estava "acabando com os personais". Como lida com essas críticas e com a maneira como o público mistura ator e personagem?
Foi uma brincadeira de um amigo personal: "Agora os maridos acham que estamos ficando com as alunas casadas, estão todos enciumados!". Achei graça. No fim das contas, meu papel é justamente esse: interpretar da melhor forma possível.
- "Vale Tudo" marca uma nova fase na sua carreira. Você já pode adiantar quais são seus próximos projetos? Há planos para voltar ao streaming, ao teatro ou ao cinema?
- "Vale Tudo" marca uma nova fase na sua carreira. Você já pode adiantar quais são seus próximos projetos? Há planos para voltar ao streaming, ao teatro ou ao cinema?
No momento, estou totalmente focado na novela. Mas claro que há planos. Quero ser um artista plural, viver personagens intensos, desafiadores. Estou estudando e me preparando para isso. Paralelamente, também estou envolvido em projetos como empresário. Estou prestes a inaugurar um grupo de corrida, além de um empreendimento em um ponto turístico do Rio, e outro que já está em funcionamento. Divido meu tempo entre essas duas frentes: a carreira artística e a vida empreendedora.
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